Ação apresentada à Justiça Eleitoral aponta uso de templo religioso para promoção política antecipada, o que pode resultar em sanções severas.
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| Denúncia aponta que senador "sequestrou púlpito para fins eleitorais"|Foto: Reprodução/Redes Sociais |
O senador Flávio Bolsonaro foi denunciado por suposta propaganda eleitoral antecipada em uma igreja evangélica em São Paulo, podendo enfrentar inelegibilidade por oito anos.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, foi denunciado à Justiça Eleitoral por suposta propaganda eleitoral antecipada durante participação em um culto religioso realizado na cidade de São Paulo. A denúncia foi protocolada pelo Movimento Brasil Laico junto à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo.
De acordo com a representação, o parlamentar participou de um evento na Assembleia de Deus – Ministério do Belém, onde teria ocorrido o que os denunciantes classificam como um “uso indevido do púlpito para fins eleitorais”. A ação também inclui o pastor José Wellington Bezerra da Costa e a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil.
Durante a cerimônia religiosa, houve uma oração em que o líder religioso fez menção direta ao futuro político do senador, pedindo que ele fosse conduzido à presidência da República. Em seguida, Flávio Bolsonaro discursou no altar da igreja, o que, segundo a denúncia, reforça a caracterização de campanha antecipada em ambiente vedado pela legislação eleitoral.
O documento destaca que a prática pode configurar violação das normas previstas na legislação eleitoral brasileira, que proíbe expressamente a realização de propaganda política em templos religiosos, visando preservar a separação entre religião e política institucional.
Possível inelegibilidade e sanções
O Movimento Brasil Laico solicita a aplicação da pena de inelegibilidade por oito anos tanto para o senador quanto para o pastor envolvido. Além disso, requer a aplicação de multa máxima à CGADB e ao pré-candidato.
A denúncia ainda ressalta que o caso não seria isolado, apontando um suposto padrão recorrente de utilização de templos religiosos para fins eleitorais. Como exemplo, cita uma ocorrência anterior envolvendo a Assembleia de Deus Brás e o deputado Eduardo da Fonte.
O caso agora deverá ser analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá se há elementos suficientes para abertura de processo e eventual aplicação das penalidades previstas em lei.

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