Declaração de Jaques Wagner revela racha entre João Roma e ACM Neto e levanta dúvidas sobre a força da oposição na Bahia e no cenário nacional.
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| Jaques Wagner discute as tensões entre ACM Neto e João Roma sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. (Foto: Devid Santana/BNews) |
O senador Jaques Wagner voltou a movimentar o cenário político ao comentar publicamente a divisão interna da oposição na Bahia, evidenciando fragilidades que podem impactar diretamente a disputa nacional nos próximos anos.
Durante entrevista, Wagner ironizou o impasse entre João Roma e ACM Neto, destacando que a divergência de posicionamentos pode resultar em um cenário de pouca efetividade política. Segundo ele, a falta de alinhamento estratégico tende a enfraquecer o grupo oposicionista.
Atualmente, João Roma tem se posicionado de forma clara em apoio à possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Em contraste, ACM Neto mantém proximidade com Ronaldo Caiado, que vem adotando um discurso mais crítico em relação ao bolsonarismo.
Nos bastidores, analistas avaliam que essa divisão compromete a construção de um palanque sólido na Bahia, estado considerado um dos maiores colégios eleitorais do país. A ausência de uma liderança unificada pode dificultar a articulação política e reduzir a competitividade da oposição em nível nacional.
Além disso, a indefinição sobre o futuro político de João Roma — incluindo a possibilidade de não disputar um cargo majoritário — reforça o cenário de incertezas dentro do grupo.
O episódio evidencia um desafio clássico da política brasileira: a necessidade de unidade para consolidar força eleitoral em disputas presidenciais. Sem isso, a tendência é de fragmentação e perda de protagonismo no cenário nacional.

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