Prefeito de Luís Eduardo Magalhães não participa de evento com o governo Jerônimo e acirra tensão institucional no estado
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| Junior Marabá apoia ACM Neto e ausência em evento com Jerônimo amplia crise política na Bahia. • Foto: Reprodução |
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, declarou apoio a ACM Neto e ficou fora do lançamento da Bahia Farm Show 2026, em Salvador. O episódio, na Bahia, evidencia impacto político imediato e tensão com o governo estadual.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá (PP), protagonizou um movimento político de forte repercussão na Bahia ao declarar apoio à pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo do Estado e, na sequência, não comparecer ao lançamento oficial da Bahia Farm Show 2026.
O evento ocorreu nesta segunda-feira (27), na Governadoria, em Salvador, sob condução do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reunindo representantes do agronegócio, autoridades institucionais e membros da gestão estadual. A ausência de Marabá chamou atenção especialmente por se tratar do gestor do município que sedia a principal feira do setor no estado.
A Bahia Farm Show, prevista para acontecer entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, é considerada a maior vitrine do agronegócio baiano. A expectativa é de aproximadamente 160 mil visitantes, mais de 500 expositores e movimentação financeira estimada em R$ 180 milhões, consolidando sua relevância econômica e política.
O distanciamento atual contrasta com o cenário registrado em 2025, quando Junior Marabá participou ativamente da abertura do evento ao lado de Jerônimo Rodrigues, dividindo agendas institucionais e fortalecendo uma relação política que, à época, indicava alinhamento administrativo entre município e governo estadual.
A mudança de posicionamento foi oficializada na última sexta-feira (24), quando o prefeito recebeu ACM Neto em sua residência e declarou apoio ao projeto político da oposição na Bahia. Na ocasião, destacou a defesa por renovação administrativa e afirmou que o ex-prefeito de Salvador representa uma alternativa de transformação para o estado.
A ausência no evento institucional, logo após a declaração de apoio, reforça a leitura de ruptura política e amplia a percepção de isolamento do gestor em agendas promovidas pelo governo estadual. O episódio também sinaliza possíveis impactos nas relações institucionais futuras, especialmente em áreas estratégicas como o agronegócio, infraestrutura e investimentos públicos no oeste baiano.
Nos bastidores, o movimento é interpretado como um reposicionamento relevante no tabuleiro político estadual, com potencial de influenciar articulações eleitorais e alianças regionais nos próximos meses.

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