Documentos da Receita Federal e CPI do Crime Organizado revelam valores expressivos pagos pelo Banco Master ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF.
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| (Foto: Luiz Silveira/Arquivo/STF) |
Documentos da Receita Federal mostram pagamentos de R$ 40 milhões do Banco Master ao escritório da mulher de Moraes, levantando debates sobre compliance e transparência.
Documentos obtidos pela Receita Federal e entregues à CPI do Crime Organizado indicam que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, realizou pagamentos de R$ 40,11 milhões ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, em 2024. O contrato previa repasses mensais de aproximadamente R$ 3,5 milhões, totalizando R$ 129 milhões ao longo de três anos, embora tenha sido interrompido em novembro de 2025 após a liquidação do banco e a prisão do ex-banqueiro.
Segundo informações divulgadas, o escritório produziu 36 pareceres sobre compliance, regulação, questões trabalhistas e previdenciárias, contando com uma equipe de 15 advogados e apoio de outros três escritórios especializados. Apesar disso, o volume financeiro chamou atenção da CPI, que solicitou complementação de dados à Receita, comprovando os pagamentos e a dedução de impostos retidos na fonte.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, criticou a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de não prorrogar os trabalhos da comissão em meio ao período eleitoral, classificando como um “desserviço ao Brasil”. Embora o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tenha arquivado pedido de investigação sobre a atuação do ministro Moraes no caso Master, o episódio levanta questionamentos sobre a relação entre instituições privadas e membros do STF.

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