Médica denuncia falhas na regulação estadual e falta de insumos em hospitais públicos, pressionando a gestão da saúde na Bahia
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| Raissa Soares cobra governo da Bahia após morte de bebê • Foto: Divulgação |
A médica e pré-candidata Raissa Soares cobrou providências do governo da Bahia após a morte de um bebê que aguardava regulação para cirurgia cardíaca. O caso ocorreu em Macaúbas e expôs falhas no sistema estadual de saúde.
A médica e ex-secretária de Saúde de Porto Seguro, Raissa Soares, fez duras críticas à gestão estadual após a morte do recém-nascido Bryan Benício Figueiredo Nascimento, de apenas 20 dias, que aguardava transferência pelo sistema de regulação para realizar uma cirurgia cardíaca.
O caso ocorreu no município de Macaúbas, no sudoeste baiano, e gerou forte comoção regional. Diagnosticado com uma cardiopatia congênita grave logo após o nascimento, o bebê dependia de uma vaga em unidade especializada, que não foi disponibilizada a tempo, conforme relatos da família.
Paralelamente, denúncias envolvendo o Hospital Estadual Luiz Eduardo Magalhães (LEM), em Porto Seguro, apontam que pacientes continuam aguardando cirurgias ortopédicas devido à falta de materiais básicos, como próteses. Há relatos de pessoas com fraturas permanecendo dias em corredores à espera de procedimentos já indicados por equipes médicas.
Outro ponto crítico envolve o sistema de regulação estadual, no qual pacientes enfrentam dificuldades para transferência por ausência de ambulâncias, mesmo após definição de encaminhamento para unidades de referência, frequentemente localizadas em Salvador ou outros centros com maior estrutura.
Segundo Raissa Soares, os episódios não são isolados e evidenciam fragilidades estruturais na gestão da saúde pública. A médica afirmou que a responsabilidade pela realização de cirurgias ortopédicas em hospitais estaduais é do governo da Bahia, cabendo à Secretaria da Saúde assegurar contratos, abastecimento e funcionamento adequado das unidades.
A situação levanta questionamentos sobre a eficiência da gestão pública estadual e amplia a pressão política por maior fiscalização, transparência e melhorias no sistema de atendimento de média e alta complexidade no interior do estado.

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