Declarações ampliam embate político entre oposição e governo, envolvendo gestão pública e investimentos na periferia de Salvador.
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| Sandro Régis reage a Rui Costa e acirra debate sobre pobreza na Bahia • Foto: Divulgação/ALBA |
O deputado estadual Sandro Régis rebateu críticas do ex-governador Rui Costa neste sábado (25), em Salvador, gerando novo confronto político sobre pobreza e gestão na Bahia.
O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) reagiu publicamente às declarações do ex-governador Rui Costa (PT), que havia criticado gestões municipais de Salvador, acusando-as de negligenciar áreas periféricas. Em resposta, o parlamentar classificou a fala como distorção da realidade e afirmou que a administração local concentra a maior parte dos investimentos justamente nas regiões mais carentes.
Segundo Régis, mais de 85% dos recursos aplicados pela Prefeitura de Salvador estão direcionados às áreas populares, destacando ações nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura, saúde e educação. O deputado citou intervenções como construção de escolas, unidades de saúde e obras de urbanização que, segundo ele, impactaram diretamente a qualidade de vida da população.
O parlamentar também questionou o desempenho de Rui Costa durante sua atuação como ministro da Casa Civil, levantando dúvidas sobre a execução de projetos estruturantes prometidos para o estado. Entre os exemplos mencionados estão obras como a ponte Salvador-Itaparica e outros investimentos considerados estratégicos.
No campo político, o discurso amplia o embate entre grupos ligados ao ex-prefeito ACM Neto e ao atual prefeito Bruno Reis, ambos do União Brasil, contra lideranças do Partido dos Trabalhadores no estado.
Ao abordar o cenário socioeconômico, Régis afirmou que a pobreza na Bahia e os índices de desemprego refletem falhas estruturais das gestões estaduais sob comando do PT. Ele também mencionou problemas como violência, infraestrutura precária e dificuldades na regulação da saúde como fatores que impactam diretamente a população.
O deputado incluiu ainda críticas ao atual governador Jerônimo Rodrigues, atribuindo ao grupo político petista a responsabilidade pelo que classificou como retrocesso em indicadores sociais e econômicos no estado.
O episódio reforça o ambiente de polarização política na Bahia, com trocas de acusações entre lideranças e intensificação do debate sobre políticas públicas, investimentos e gestão administrativa, especialmente em áreas sensíveis como combate à pobreza e desenvolvimento regional.

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