Vereadora cobra debate público sobre transporte coletivo e questiona decisões da Prefeitura relacionadas à tarifa e ao subsídio do sistema na Bahia.
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| Aladilce critica gestão Bruno Reis após greve dos rodoviários • Foto: Reprodução/BNews |
Salvador – A confirmação da greve dos rodoviários prevista para começar nesta sexta-feira (22) ampliou a pressão política sobre a administração municipal e reacendeu debates sobre o futuro do transporte público na capital baiana, tema que vem provocando desgaste institucional na Bahia.
A vereadora Aladilce Souza, do PCdoB, criticou a condução da crise pela gestão do prefeito Bruno Reis e afirmou que a Prefeitura permitiu que o conflito chegasse a um nível crítico. Segundo a parlamentar, faltou diálogo institucional com trabalhadores, empresários e representantes da Câmara Municipal.
Durante declaração ao portal BNews, Aladilce Souza afirmou que os rodoviários possuem razões legítimas para reivindicar melhores condições diante da ausência de acordo salarial e da retirada de direitos trabalhistas. A edil também criticou o empresariado do setor, alegando falta de disposição para negociação.
A parlamentar ressaltou ainda que o debate sobre o transporte público em Salvador vem sendo conduzido sem ampla participação popular ou discussão legislativa. Segundo ela, decisões importantes relacionadas ao subsídio do transporte e ao aumento da tarifa foram aprovadas sem aprofundamento técnico dentro da Câmara.
“O transporte é um serviço essencial. A Prefeitura não deveria ter deixado chegar a esse ponto”, declarou a vereadora ao comentar a paralisação que pode afetar milhares de trabalhadores e estudantes na capital baiana.
Além da disputa salarial, o episódio amplia o desgaste político em torno da qualidade do sistema de ônibus em Salvador. A oposição tem reforçado críticas sobre a situação da frota, apontando ônibus antigos, reclamações constantes de usuários e impacto financeiro para a população mesmo após reajustes tarifários recentes.
O tema também ganhou dimensão estadual, já que o debate sobre mobilidade urbana vem sendo acompanhado por diferentes setores políticos da Bahia. Especialistas avaliam que possíveis paralisações prolongadas podem gerar pressão administrativa sobre a Prefeitura e ampliar cobranças por mudanças estruturais no sistema de concessão do transporte coletivo.
Outro ponto destacado por Aladilce Souza foi o impacto social da crise. Segundo ela, a população acaba sendo penalizada duplamente, tanto pelo aumento da passagem quanto pelos recursos públicos destinados ao subsídio das empresas de ônibus.
Nos bastidores políticos, a expectativa é que a greve intensifique discussões sobre fiscalização do sistema, renovação da frota e transparência nos contratos do transporte público em Salvador. O impasse também pode provocar novos embates entre vereadores da base governista e parlamentares da oposição nas próximas sessões da Câmara Municipal.

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