Prefeito de Salvador afirma que Prefeitura pode mediar negociação entre empresários e rodoviários diante da ameaça de paralisação no transporte público da capital baiana.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, declarou nesta quinta-feira (7) que a Prefeitura poderá atuar como mediadora nas negociações entre empresários e trabalhadores do transporte público para evitar uma possível greve dos rodoviários na capital baiana.
Bruno Reis pede acordo para evitar greve dos rodoviários em Salvador e destaca crise no transporte público • Foto: Devid Santana/Bnews

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, declarou nesta quinta-feira (7) que a Prefeitura poderá atuar como mediadora nas negociações entre empresários e trabalhadores do transporte público para evitar uma possível greve dos rodoviários na capital baiana.

Durante coletiva na Assembleia Legislativa da Bahia, Bruno Reis ressaltou que os impasses envolvendo a campanha salarial da categoria acontecem tradicionalmente no mês de maio. Segundo o gestor, a administração municipal acompanha as negociações para evitar impactos no sistema de mobilidade urbana da cidade.

“O que a gente sempre faz é atuar como mediador. Graças a Deus, foi assim durante a gestão de ACM Neto e é assim durante a nossa gestão. Nunca houve greve e a gente espera que não tenha”, afirmou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal destacou ainda que a discussão ocorre dentro de uma relação entre trabalhadores e empresas do setor. Apesar disso, ele reconheceu que o município acompanha diretamente os desdobramentos por conta da importância do serviço para Salvador.

De acordo com Bruno Reis, os movimentos realizados pelos rodoviários fazem parte das estratégias de fortalecimento das negociações salariais. A expectativa, segundo ele, é de que eventuais impasses sejam analisados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

O prefeito também mencionou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo. Entre os fatores citados estão o aumento do óleo diesel, os custos trabalhistas e a necessidade de complementação financeira por parte da Prefeitura.

“No final do mês a Prefeitura tem que completar o subsídio para que os salários possam ser pagos”, declarou.

A possível paralisação dos rodoviários gera preocupação no cenário político e administrativo da capital baiana, já que uma greve no transporte público pode impactar diretamente a mobilidade urbana, a economia local e a rotina de milhares de trabalhadores em Salvador.