Declarações do deputado estadual repercutem após discussão entre Daniela Mercury e Edson Gomes durante evento cultural em Salvador, levantando debate sobre responsabilidade no discurso público.

O deputado estadual Diego Castro (PL) comentou a controvérsia envolvendo Daniela Mercury e Edson Gomes durante evento em Salvador. A situação gerou polêmica em Salvador após discurso sobre violência de gênero no palco do Troféu Armandinho & Irmãos Macedo.
Diego Castro critica fala de Daniela Mercury • Foto: Reprodução 

O deputado estadual Diego Castro (PL) comentou a controvérsia envolvendo Daniela Mercury e Edson Gomes durante evento em Salvador.
A situação gerou polêmica em Salvador após discurso sobre violência de gênero no palco do Troféu Armandinho & Irmãos Macedo.

Durante o Troféu Armandinho & Irmãos Macedo, realizado em Salvador na última terça-feira (28), uma intervenção da cantora Daniela Mercury gerou forte repercussão no meio artístico e político.

No palco, a artista fez um discurso sobre violência de gênero e direcionou uma fala ao cantor Edson Gomes, pedindo que ele fosse “carinhoso” com a esposa e reforçando a necessidade de combate à violência contra mulheres. A declaração provocou reação imediata do próprio artista, que subiu ao palco e cobrou explicações públicas, criando um momento de tensão durante o evento.

A situação rapidamente ganhou repercussão política e foi comentada pelo deputado estadual Diego Castro (PL), que criticou a postura adotada no episódio.

“É inaceitável atacar alguém sem prova. Não se pode transformar palco em tribunal e reputação em alvo de discurso. Quem acusa precisa ter responsabilidade, porque expor uma pessoa sem evidência é uma injustiça e não contribui em nada para o enfrentamento da violência”, afirmou o parlamentar.

O deputado também apontou o que considera incoerência em discursos públicos sobre direitos e garantias individuais.

“Tem gente que se diz defensora dos direitos, mas na prática ignora princípios básicos quando convém. Vale tudo para atingir quem está do outro lado, até abrir mão de prova, de investigação e do direito de defesa. Isso não é justiça, é uso político de uma pauta séria”, acrescentou Diego Castro.

O episódio segue repercutindo no cenário cultural e político da Bahia, sobretudo pelo debate levantado sobre limites do discurso público em eventos artísticos e a responsabilização de falas em palco.