Declaração do prefeito de Conceição do Coité sobre o Coité Folia provoca reação política após documentos indicarem participação do Governo da Bahia na realização do evento.
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| Prefeito de Coité é acusado de omitir apoio do Governo da Bahia ao Coité Folia • Foto: Divulgação/Arquivo |
O ex-deputado estadual Marcelino Galo criticou o prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo, após declarações de que o Coité Folia não teria recebido apoio do Governo da Bahia. Documentos oficiais e materiais publicitários do evento apontam participação direta da gestão estadual na micareta realizada no município.
Uma declaração do prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo, gerou repercussão no cenário político baiano após o gestor afirmar, durante entrevista ao lado de ACM Neto, que o “Coité Folia” não contou com apoio do Governo da Bahia.
A fala, entretanto, passou a ser contestada por integrantes da base governista e por documentos públicos relacionados à realização da micareta no município do território do Sisal.
Peças publicitárias oficiais do evento exibem a marca institucional do Governo da Bahia, indicando participação direta na organização da festa. Além disso, publicação no Diário Oficial do Estado aponta a liberação de R$ 300 mil destinados ao custeio de cachês de atrações musicais do evento.
Outro ponto destacado por aliados do governo estadual foi a atuação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que montou esquema especial de policiamento e monitoramento para reforçar a segurança durante o período festivo.
O ex-deputado estadual Marcelino Galo classificou a declaração do prefeito como um “grave descompromisso com a verdade” e afirmou que a tentativa de negar o apoio estadual atende a interesses políticos ligados ao grupo de oposição liderado por ACM Neto.
Segundo Galo, existe uma estratégia recorrente de distorção de informações envolvendo ações do governo estadual. Para ele, esse tipo de posicionamento prejudica o debate público e compromete a transparência na comunicação institucional.
O episódio ampliou o debate sobre transparência, responsabilidade pública e comunicação política no estado, especialmente em um momento de intensificação das articulações políticas na Bahia visando os próximos movimentos eleitorais.
Nos bastidores, aliados do governo avaliam que a repercussão do caso pode aumentar o desgaste político entre grupos ligados ao governo estadual e lideranças da oposição no interior baiano.

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