Aliança entre João Roma e ACM Neto entra no centro da estratégia da oposição para 2026 diante da força do grupo governista na Bahia.
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| João Roma busca ampliar força política na Bahia para disputar o Senado em 2026 • Foto: Max Haack |
A pré-candidatura de João Roma ao Senado enfrenta o desafio de ampliar seu alcance político além da base bolsonarista na Bahia. O cenário eleitoral de 2026 coloca o ex-ministro como peça estratégica para o grupo liderado por ACM Neto.
O ex-ministro João Roma aparece como uma das principais peças da articulação da oposição baiana para as eleições de 2026. Apesar da forte ligação com o eleitorado conservador e bolsonarista, a avaliação nos bastidores políticos é de que o nome ainda precisa ampliar sua presença junto ao eleitorado moderado para consolidar uma candidatura competitiva ao Senado.
O debate ganhou força após análises políticas apontarem que o principal desafio de João Roma será romper o confinamento dentro da própria base ideológica e alcançar setores do eleitorado que desejam mudança política na Bahia, mas não necessariamente possuem identificação direta com o bolsonarismo.
Atualmente, o cenário para o Senado tem como nomes de maior densidade eleitoral os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos ligados ao grupo petista que governa o estado há quase duas décadas. Nesse contexto, João Roma tenta construir espaço como alternativa de oposição.
A relação entre ACM Neto e João Roma também passou a ser considerada estratégica para o projeto eleitoral da oposição. Enquanto Neto necessita consolidar o apoio do eleitorado de direita desde o primeiro turno, Roma depende da força política do ex-prefeito de Salvador para ampliar sua aceitação fora do núcleo bolsonarista.
Nos bastidores, a avaliação é de que a campanha precisará equilibrar discurso ideológico e pautas ligadas diretamente aos problemas da Bahia. Temas como segurança pública, emprego, economia, crime organizado e desenvolvimento regional tendem a ganhar protagonismo no debate eleitoral.
Outro ponto observado por analistas políticos é o risco de radicalização excessiva da campanha. Integrantes da oposição entendem que uma estratégia centrada apenas na polarização nacional pode limitar o crescimento eleitoral de Roma em segmentos moderados do eleitorado baiano.
A construção da narrativa de mudança política deve ser um dos pilares da oposição em 2026. A intenção é apresentar a candidatura de João Roma como parte de um projeto mais amplo de alternância de poder no estado, especialmente diante da possibilidade de o grupo governista manter forte presença tanto no Executivo quanto no Senado.
Nos bastidores políticos da Bahia, a leitura é de que o desempenho de Roma dependerá diretamente da capacidade de transformar apoio ideológico em alcance popular mais amplo. A movimentação deve influenciar diretamente o equilíbrio eleitoral da disputa estadual nos próximos meses.

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