Procedimento administrativo acompanha decisão da gestão municipal sobre uso de recursos públicos em evento junino de grande porte.

A Prefeitura de Jequié entrou na mira do Ministério Público da Bahia após destinar cerca de R$ 15 milhões para o São João de 2026. A ação ocorre no município do sudoeste baiano e busca fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.
Prefeitura de Jequié é investigada pelo MP-BA por gastos no São João de 2026 e uso de recursos públicos gera debate • Foto: Prefeitura de Jequié 

A Prefeitura de Jequié entrou na mira do Ministério Público da Bahia após destinar cerca de R$ 15 milhões para o São João de 2026. A ação ocorre no município do sudoeste baiano e busca fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.

A Prefeitura de Jequié passou a ser alvo de monitoramento do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) após a destinação de aproximadamente R$ 15 milhões para a realização do São João de 2026. A medida foi formalizada pela 4ª Promotoria de Justiça do município, que instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar detalhadamente os gastos.

Atualmente, a administração municipal está sob responsabilidade do prefeito interino Flávio Santana (PP), que assumiu após o afastamento do ex-prefeito Zé Cocá, que deixou o cargo para disputar a eleição ao cargo de vice-governador da Bahia.

Segundo o MP-BA, o objetivo da iniciativa não é impedir a realização do evento, considerado um dos maiores festejos juninos do estado, mas garantir que os recursos públicos sejam aplicados dentro dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. O órgão também busca assegurar que os investimentos não comprometam áreas essenciais da gestão pública, como saúde e educação.

A programação do São João de Jequié inclui artistas de grande projeção nacional, como nomes consagrados do forró e da música popular, além de forte investimento em infraestrutura e logística. O volume de recursos empregados colocou o evento entre os mais caros do calendário junino baiano.

Como consequência política, a decisão amplia a vigilância institucional sobre a gestão municipal e pode gerar desdobramentos administrativos caso sejam identificadas irregularidades ou desequilíbrios na aplicação dos recursos públicos.