Manifestação reúne mães, educadores e representantes de creches comunitárias na Praça Municipal e pressiona a Prefeitura de Salvador por mudanças na gestão da merenda escolar, levantando debate sobre administração e recursos públicos.

Em Salvador, Bahia, mães, educadores e representantes de escolas comunitárias realizaram um protesto contra a situação da merenda escolar. O ato ocorreu em frente à Prefeitura e reuniu cerca de 100 creches. O grupo cobra regularidade, qualidade e reajuste no valor destinado à alimentação dos alunos.
Protesto em Salvador Bahia cobra melhorias na merenda escolar • Foto: Rafaela Kalil/BNews

Em Salvador, Bahia, mães, educadores e representantes de escolas comunitárias realizaram um protesto contra a situação da merenda escolar.
O ato ocorreu em frente à Prefeitura e reuniu cerca de 100 creches.
O grupo cobra regularidade, qualidade e reajuste no valor destinado à alimentação dos alunos.

Na manhã desta terça-feira (12), a cidade de Salvador foi palco de uma manifestação organizada por mães, educadores e representantes de escolas comunitárias que integram a rede de apoio à educação infantil.

O ato, realizado na Praça Municipal em frente à sede da Prefeitura, teve como foco principal as denúncias relacionadas à merenda escolar, incluindo a quantidade considerada insuficiente, a baixa qualidade dos alimentos e a falta de regularidade no fornecimento.

O movimento, intitulado “Pratos Vazios”, reuniu profissionais da educação, pais de alunos e representantes de aproximadamente 100 creches comunitárias, que atendem cerca de 30 mil crianças na capital baiana.

De acordo com o representante da Associação de Escolas de Educação Comunitária da Bahia (AEEC), Ailton Moura, o valor repassado pela gestão municipal, estimado em R$ 2,40 por aluno, não cobre os custos das cinco refeições diárias previstas para as crianças atendidas.

Segundo ele, as instituições parceiras não conseguem absorver financeiramente a diferença, o que tem gerado dificuldades operacionais e impacto direto no funcionamento das unidades.

O protesto também teve como alvo a gestão do prefeito Bruno Reis, responsável pela administração municipal. Os manifestantes relataram ainda que não foram recebidos por representantes do governo durante a mobilização.

Como desdobramento imediato, a AEEC informou que irá protocolar um ofício formal direcionado à Prefeitura de Salvador, solicitando abertura de diálogo institucional e revisão das condições atuais do programa de alimentação escolar.

O episódio amplia o debate sobre a política pública de alimentação infantil na capital baiana e pressiona a administração municipal a apresentar respostas diante das reivindicações apresentadas pelas entidades educacionais.

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