Declaração do pré-candidato reacende debate nacional sobre legislação trabalhista juvenil e políticas públicas de proteção à juventude.
Posicionamento repercute entre especialistas, governo e setores da educação.
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| Romeu Zema defende trabalho na adolescência • Foto: Reprodução/YouTube |
O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, voltou a defender o trabalho na adolescência em vídeo publicado no sábado (2), gerando debate nacional.
A declaração ocorreu em meio a discussões sobre proteção social e mercado de trabalho juvenil.
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a defender o trabalho na adolescência, reacendendo um debate nacional sobre os limites legais e sociais do trabalho juvenil no Brasil.
Em vídeo divulgado no sábado (2), o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o país “finge proteger” os jovens ao restringir o acesso ao trabalho formal em idade precoce, defendendo a ampliação do programa de jovem aprendiz.
Segundo Romeu Zema, muitos adolescentes já estão inseridos no mercado de forma informal, sem garantias ou proteção trabalhista. Para ele, a ampliação de oportunidades estruturadas seria uma alternativa para reduzir vulnerabilidades sociais.
O político também associou a ausência de oportunidades formais ao risco de aliciamento por organizações criminosas. Na avaliação dele, a falta de inserção produtiva de adolescentes pode facilitar o recrutamento por facções.
“Ou a gente abre portas para o trabalho formal e educação, ou deixa o jovem vulnerável”, declarou o pré-candidato em sua fala pública.
Durante participação recente em podcast, Romeu Zema já havia reiterado posição semelhante, afirmando discordar da ideia de proibição total do trabalho para menores de idade, o que gerou forte repercussão em setores educacionais e jurídicos.
Atualmente, a legislação brasileira permite o trabalho na adolescência apenas a partir dos 14 anos, por meio do programa jovem aprendiz, com restrições a atividades noturnas, insalubres ou perigosas.
A declaração reacende discussões sobre possíveis mudanças na política de proteção ao menor, além de provocar reações no meio político e em entidades ligadas aos direitos da infância e adolescência.

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