Líder do governo na Assembleia Legislativa criticou declarações de ACM Neto e associou desigualdade social a antigos modelos de gestão política na Bahia.
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| Rosemberg Pinto reage a ACM Neto e amplia debate sobre pobreza • Foto: Reprodução |
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) respondeu às declarações de ACM Neto sobre pobreza na Bahia e afirmou que a desigualdade no estado tem origem em antigos ciclos políticos ligados ao grupo carlista.
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Rosemberg Pinto (PT), reagiu às declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, sobre a situação econômica do estado. Durante entrevista, Neto afirmou que a Bahia seria “um estado rico com um povo pobre”, declaração que provocou forte repercussão no cenário político baiano.
Ao comentar a fala, Rosemberg Pinto afirmou que o discurso ignora fatores históricos relacionados à formação das desigualdades sociais no estado. Segundo ele, o modelo político consolidado durante décadas contribuiu diretamente para a concentração de renda e para o aumento das disparidades regionais.
“O problema não surgiu agora. Houve um longo período de concentração de poder e ausência de distribuição de renda, principalmente fora da capital”, declarou o parlamentar.
O deputado também associou o debate ao ciclo político liderado por Antônio Carlos Magalhães, avô de ACM Neto. Para Rosemberg, o atual discurso da oposição desconsidera responsabilidades históricas sobre a situação econômica e social da Bahia.
Durante a crítica, o parlamentar ainda questionou os resultados sociais da gestão de ACM Neto à frente da prefeitura de Salvador. Segundo ele, indicadores ligados à renda e à desigualdade urbana não avançaram como esperado durante o período.
De acordo com o líder governista, Salvador perdeu competitividade em relação a outras capitais nordestinas em áreas ligadas ao desenvolvimento social. Para ele, equilíbrio fiscal isolado não seria suficiente para reduzir desigualdades estruturais.
No contraponto, Rosemberg Pinto destacou ações implementadas pelos governos do PT desde 2007, citando a expansão de universidades, institutos federais, ensino técnico e programas voltados ao semiárido baiano.
O deputado também mencionou investimentos em políticas habitacionais, inclusão produtiva e ampliação do acesso à água e energia em municípios do interior. Segundo ele, essas medidas contribuíram para reduzir índices de pobreza extrema em diversas regiões do estado.
Para o parlamentar, o debate político sobre a pobreza na Bahia precisa ir além de declarações de impacto e considerar responsabilidades históricas e ações práticas voltadas ao desenvolvimento regional.

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