Deputado federal reforça posicionamento durante entrevista e destaca responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) na análise final da proposta.
Declarações repercutem no cenário político baiano e na relação entre governo, instituições e parlamento.
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| Sargento Isidório justifica voto na PL da Dosimetria • Foto: Joilson César/BNews |
Em Salvador, o deputado federal Sargento Isidório explicou seu voto favorável à PL da Dosimetria durante entrevista à rádio Baiana FM.
O parlamentar afirmou que não poderia votar contra “irmãos e colegas”, destacando sua posição política no debate.
Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (11), em Salvador, o deputado federal Sargento Isidório (Avante) detalhou os motivos que o levaram a votar favoravelmente à chamada PL da Dosimetria, proposta que vem gerando ampla discussão no cenário político nacional e baiano.
O parlamentar afirmou que sua decisão foi pautada em uma leitura humanitária da situação de parte dos envolvidos. Segundo ele, há no sistema prisional pessoas em condições vulneráveis, incluindo trabalhadores simples e militares de baixa patente.
“Naquela prisão ali nós temos pessoas que vendiam pipoca, nós temos irmãs evangélicas simples, senhoras, senhores, nós temos militares de baixa patente e também praças presos”, declarou Sargento Isidório, ao programa Giro Baiana.
Ainda durante a entrevista, o deputado ressaltou que, apesar de sua posição favorável ao texto, a responsabilidade final sobre qualquer decisão cabe ao Judiciário, reforçando o papel institucional do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu não sou juiz, eu sou político. Quem tem que julgar é o STF. Toma conta da Constituição”, afirmou o parlamentar.
No campo político, a manifestação de Isidório insere-se em um contexto de intensificação dos debates sobre punições e critérios de dosimetria penal, tema que mobiliza tanto o Congresso Nacional quanto o Judiciário.
Como consequência institucional, declarações como essa tendem a ampliar o debate entre diferentes correntes políticas, especialmente em relação ao equilíbrio entre garantias constitucionais, aplicação da lei e interpretação do sistema penal brasileiro.
O deputado também comentou sobre os responsáveis por articulações de movimentos golpistas, defendendo distinção entre líderes e participantes. Ele citou ainda o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua análise sobre o contexto político dos acontecimentos.

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