Brasília, DF – A proposta conhecida como escala 7×0, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e apoiada pelo senador , perdeu força no Senado após três parlamentares retirarem suas assinaturas do texto, em meio à pressão de trabalhadores e setores favoráveis à redução da jornada de trabalho.
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| Senadores retiram assinaturas de proposta apoiada por Flávio Bolsonaro • Foto: Pedro França/Agência Senado |
Primeiras informações
Os senadores Romário (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Cleitinho (Republicanos-MG) decidiram retirar o apoio à proposta após manifestações contrárias ao projeto. A iniciativa vinha sendo apresentada como uma alternativa ao modelo tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A retirada das assinaturas representa um revés para a articulação da oposição em torno da proposta e ocorre em um momento de forte debate nacional sobre a jornada de trabalho no Brasil.
Entenda o caso
A proposta apresentada por Rogério Marinho prevê a possibilidade de adoção de um regime considerado flexível, no qual o trabalhador poderia optar entre o modelo tradicional da CLT ou um sistema baseado em horas efetivamente trabalhadas.
Nesse formato, a remuneração passaria a ser calculada de acordo com as horas registradas, diferentemente da proposta que prevê o fim da escala 6×1, cuja redução da jornada não altera o salário dos trabalhadores.
Os defensores do texto argumentam que a medida ampliaria a liberdade de negociação entre empregado e empregador. Críticos, porém, afirmam que o modelo pode resultar em redução da renda e maior precarização das relações de trabalho.
Atualização do caso
Entre os parlamentares que recuaram, Romário foi um dos primeiros a tornar pública a decisão. Em manifestação nas redes sociais, o senador afirmou que o exercício da política também exige ouvir as demandas da população.
A mudança de posição dos três parlamentares reduziu o apoio político ao projeto e ampliou as dificuldades para sua tramitação no Congresso Nacional.
Situação em andamento
Enquanto a proposta da escala 7×0 perde apoiadores, cresce a mobilização em torno da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
O tema tem mobilizado sindicatos, entidades empresariais e lideranças políticas em diversas regiões do país, tornando-se um dos principais debates trabalhistas em andamento no Congresso.
Confirmações oficiais
O presidente do Senado, , informou que pretende se reunir com líderes partidários nos próximos dias para discutir o cronograma de tramitação da proposta relacionada à redução da jornada de trabalho.
A expectativa é que as definições ocorram nas próximas semanas, quando os líderes deverão avaliar os próximos passos da matéria.
Impacto imediato
O recuo dos três senadores fortalece os grupos que defendem mudanças na jornada de trabalho sem redução salarial e aumenta a pressão política sobre o Senado para acelerar a análise das propostas em debate.
O tema ganhou repercussão nacional por envolver diretamente milhões de trabalhadores e empresas, além de ter potencial impacto econômico e social.
Possíveis desdobramentos
A tendência é que as discussões sobre jornada de trabalho continuem ocupando espaço central na pauta legislativa. O avanço ou não das propostas dependerá da construção de consensos entre governo, oposição e lideranças partidárias.
Nos próximos dias, novas movimentações políticas podem redefinir o cenário em torno das mudanças nas regras trabalhistas.

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