Brasília (DF) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem estruturando sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026 com foco em três frentes centrais: defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, revisão da reforma tributária e apoio a mudanças nas relações de trabalho por meio da PEC 12/2026.
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| Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro reúne pautas jurídicas, econômicas e trabalhistas • Foto: Bruno Peres/Agência Brasil |
Estratégia eleitoral para 2026
Nos bastidores do Partido Liberal, a construção da pré-campanha tem sido acompanhada por lideranças nacionais da legenda. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou recentemente que o resultado da eleição presidencial de 2026 terá impacto direto sobre o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração reforçou a percepção de que a disputa eleitoral é tratada pelo núcleo bolsonarista como um elemento decisivo para o futuro do grupo político liderado pelo ex-presidente.
Defesa da anistia
Flávio Bolsonaro tem defendido publicamente uma anistia ampla para os investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O senador também já declarou que abriria mão de disputar a Presidência caso Jair Bolsonaro estivesse apto a concorrer nas próximas eleições.
As manifestações colocam a pauta da anistia entre os principais temas da estratégia política construída pelo parlamentar para os próximos anos.
Revisão da reforma tributária
Na área econômica, aliados do senador defendem a suspensão temporária da implementação da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. A proposta vem sendo discutida por integrantes da pré-campanha e inclui a possibilidade de revisão de pontos considerados controversos do novo sistema.
O coordenador político do projeto eleitoral, Rogério Marinho, argumenta que a medida permitiria reavaliar dispositivos da legislação antes da entrada plena em vigor.
Além da suspensão, integrantes do grupo defendem discutir mudanças na alíquota-padrão prevista para o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
Debate sobre a PEC 12/2026
Outro eixo da pré-candidatura envolve a PEC 12/2026, proposta apresentada no Senado que prevê maior flexibilidade nas relações de trabalho.
O texto propõe alterações constitucionais para permitir modelos alternativos de contratação, com possibilidade de acordos individuais entre empregadores e trabalhadores. Setores sindicais e parlamentares governistas criticam a iniciativa, argumentando que ela pode resultar em redução de garantias trabalhistas.
Por outro lado, defensores da proposta afirmam que a mudança ampliaria a liberdade contratual e estimularia a geração de empregos.
Tramitação no Senado
A tramitação da PEC também gerou debate político. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou a proposta para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O movimento ocorreu enquanto outras propostas relacionadas à jornada de trabalho permanecem em estágio inicial de discussão, alimentando divergências entre oposição e base governista sobre a definição das prioridades legislativas.
Impacto político
Analistas observam que a plataforma construída por Flávio Bolsonaro busca reunir setores do eleitorado alinhados ao bolsonarismo e grupos que defendem mudanças econômicas e trabalhistas.
A combinação dessas pautas indica que a disputa de 2026 poderá manter temas como anistia, reforma tributária, relações de trabalho e atuação das instituições no centro do debate político nacional.
Próximos passos
A expectativa é que a pré-campanha intensifique a apresentação de propostas nos próximos meses, à medida que o calendário eleitoral se aproxima e o cenário para a sucessão presidencial comece a ganhar definição.
Enquanto isso, lideranças do PL seguem articulando estratégias para consolidar o espaço do partido na corrida ao Palácio do Planalto.

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