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Flávio Bolsonaro reage após senador do Novo sugerir acordo com STF em caso de rachadinha

Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu neste sábado após o senador Eduardo Girão (Novo-CE) sugerir que houve uma convergência de interesses entre o parlamentar e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante as discussões sobre a CPI da Lava Toga, em 2019.

Brasília: senador Flávio Bolsonaro comenta repercussão de declarações feitas por Eduardo Girão sobre CPI da Lava Toga e STF.
Flávio rebate insinuações após fala de Girão sobre CPI da Lava Toga e STF • Foto: Marcos Vieira/EM/DA.Press

Primeiras informações

A declaração foi feita por Girão durante participação no podcast IronTalks. O parlamentar relembrou a tentativa de instalação da CPI da Lava Toga, proposta que tinha como objetivo investigar ministros do STF e que acabou não avançando no Senado Federal.

Segundo Girão, houve movimentações políticas para retirar assinaturas necessárias à abertura da comissão. Ele afirmou que integrantes do governo da época teriam atuado para impedir o avanço da investigação.

Contexto da controvérsia

As declarações ocorreram ao ser questionado sobre a coincidência entre a discussão da CPI e uma decisão do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que suspendeu investigações em todo o país baseadas em dados do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial.

A medida acabou alcançando o processo envolvendo Flávio Bolsonaro no chamado caso das rachadinhas, investigação conduzida no Rio de Janeiro.

Durante a entrevista, Girão evitou afirmar diretamente a existência de um acordo, mas sugeriu que houve uma "conjunção de alinhamento" entre acontecimentos políticos e decisões institucionais naquele período.

Relatos sobre a CPI

O senador cearense também mencionou relatos feitos por parlamentares que integravam o PSL em 2019. Segundo informações divulgadas à época, senadoras teriam recebido contatos de Flávio Bolsonaro para reconsiderar o apoio à comissão parlamentar.

O episódio voltou ao debate público após a entrevista repercutir entre apoiadores e críticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Reação de Flávio Bolsonaro

A resposta do senador veio por meio das redes sociais. Em publicação no X, antigo Twitter, Flávio compartilhou um vídeo do influenciador bolsonarista Kim Paim, que contestou as declarações de Girão e criticou duramente o parlamentar cearense.

No vídeo, Paim argumenta que a eventual instalação da CPI da Lava Toga não teria produzido os efeitos esperados por seus defensores, destacando que outras comissões parlamentares também enfrentaram dificuldades para transformar conclusões em medidas concretas.

Debate sobre o impacto das CPIs

Ao rebater as acusações, o influenciador citou a CPI do Crime Organizado, que teve como relator o senador Alessandro Vieira. O relatório apresentado na comissão defendia o indiciamento de ministros do STF e de outras autoridades, mas acabou rejeitado pelos integrantes do colegiado.

O argumento utilizado por aliados de Flávio Bolsonaro é que, mesmo em casos de CPIs instaladas e concluídas, os efeitos práticos dependem de votações internas e de posteriores encaminhamentos institucionais.

Situação atual

Até o momento, não há qualquer investigação ou procedimento oficial relacionado às declarações feitas por Eduardo Girão. O episódio permanece restrito ao campo político e amplia divergências dentro de setores que tradicionalmente estiveram alinhados ao bolsonarismo.

A repercussão ocorre em um momento de intensa movimentação política para as eleições presidenciais de 2026, cenário em que Flávio Bolsonaro é citado como possível pré-candidato.

Desdobramentos do caso

A troca de acusações entre aliados e ex-aliados deve manter o tema em evidência nos próximos dias. O episódio também reacende discussões sobre a CPI da Lava Toga, proposta que marcou um dos principais embates entre integrantes do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal durante o governo Bolsonaro.

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