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Flávio Bolsonaro reage a veto europeu e atribui crise da carne ao governo Lula

Brasília – A confirmação da restrição da União Europeia à importação de carne bovina, carne de frango e outros produtos de origem animal do Brasil provocou reação do senador Flávio Bolsonaro, que atribuiu o impasse ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a situação deverá ser resolvida na próxima gestão federal.

Brasília: Flávio Bolsonaro comenta decisão da União Europeia sobre restrição à importação de carne brasileira e seus impactos para o agronegócio.
Após confirmação de veto europeu, Flávio Bolsonaro promete reverter impasse • Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Comissão Europeia confirma restrição

A decisão foi formalizada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por meio de documento divulgado na última sexta-feira (5).

O texto confirma a retirada do Brasil da lista de países considerados aptos a atender às exigências europeias relacionadas ao uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal.

Declaração de Flávio Bolsonaro

Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro classificou o episódio como “mais um problema do Lula” e afirmou que pretende solucionar a questão caso seja eleito presidente da República em outubro.

O senador também declarou que, sob uma eventual gestão sua, “o Brasil e o agro voltarão a ser respeitados”, reforçando o discurso voltado ao setor produtivo nacional durante a pré-campanha eleitoral.

Motivo da decisão europeia

Segundo a Comissão Europeia, as autoridades brasileiras não apresentaram garantias consideradas suficientes para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias relacionadas ao uso de determinados medicamentos na produção animal.

A legislação europeia proíbe a utilização de algumas substâncias antimicrobianas para fins de crescimento ou aumento da produtividade dos rebanhos, exigindo documentação específica dos países exportadores.

Prazo não atendido

O veto havia sido anunciado inicialmente em 12 de maio. Na ocasião, a União Europeia estabeleceu prazo para que o Brasil apresentasse informações e medidas complementares de adequação.

Entretanto, a Comissão Europeia informou que não recebeu elementos suficientes que comprovassem o atendimento das exigências estabelecidas dentro do cronograma previsto.

Apesar da decisão, o documento europeu não menciona a identificação de carne contaminada nem a ocorrência de surtos sanitários relacionados aos produtos brasileiros.

Brasil permanece fora da lista

Com a manutenção da restrição, o Brasil continua sendo o único país excluído da lista de nações autorizadas a exportar determinados produtos de origem animal para o mercado europeu por não atender aos critérios de comprovação exigidos pelo bloco.

Em contrapartida, países como Armênia, Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Uzbequistão conseguiram manter o acesso ao bloco após apresentarem a documentação requerida.

Possíveis desdobramentos

A medida amplia a pressão sobre o governo federal e sobre os órgãos responsáveis pela fiscalização sanitária e pelas negociações comerciais internacionais.

O tema também deve ganhar espaço no debate eleitoral de 2026, diante da relevância do agronegócio para a economia brasileira e da importância estratégica do mercado europeu para as exportações nacionais.

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