São Paulo (SP) – O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad, afirmou que decidiu disputar o comando do estado após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, São Paulo estaria adotando posições que dificultam iniciativas nacionais e prejudicam os próprios paulistas.
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| Haddad acusa gestão paulista de agir contra interesses do Brasil e amplia críticas a Tarcísio • Foto: Reprodução/Twitter e Marcelo Camargo/Agência Brasil |
Motivos para entrar na disputa
Durante entrevista concedida ao programa Frente a Frente, Haddad afirmou que sua decisão de disputar o governo paulista ocorreu após alertas de Lula sobre problemas enfrentados pelo estado. O ex-ministro disse que pretendia permanecer focado na agenda econômica nacional, mas avaliou que o cenário político em São Paulo exigia participação direta na eleição de 2026.
Segundo o petista, a eleição paulista possui relevância nacional devido ao peso econômico e político do estado, considerado estratégico para o país.
Críticas à gestão estadual
Haddad direcionou críticas ao governador Tarcísio de Freitas, acusando a administração estadual de confrontar iniciativas do governo federal em áreas consideradas estratégicas.
Entre os pontos citados está a proposta de integração das forças de segurança pública defendida pelo Palácio do Planalto. Segundo Haddad, o governo paulista estaria resistindo a medidas voltadas ao compartilhamento de inteligência e ao combate nacional ao crime organizado.
O pré-candidato também questionou posicionamentos políticos do governador e afirmou que pretende apresentar alternativas para diferentes áreas da administração estadual durante a campanha eleitoral.
Privatização da Sabesp entra no debate
Outro tema abordado foi a privatização da Sabesp.
Haddad afirmou que, caso seja eleito, pretende revisar contratos firmados pela atual gestão para verificar eventuais impactos aos consumidores. O ex-ministro declarou que uma eventual análise será feita com foco no interesse público e no cumprimento das cláusulas contratuais.
A companhia tem sido um dos principais pontos de divergência entre o governo estadual e setores ligados ao PT desde a conclusão do processo de privatização.
Segurança pública como prioridade
Ao tratar das propostas para a disputa eleitoral, Haddad afirmou que a segurança pública deverá ocupar posição central em sua plataforma.
Segundo ele, o plano prevê integração entre órgãos de inteligência, forças policiais e mecanismos de combate às estruturas financeiras ligadas ao crime organizado. O pré-candidato também declarou que pretende ampliar políticas de proteção a grupos considerados vulneráveis.
Cenário eleitoral em São Paulo
A entrada de Haddad na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes fortalece a estratégia eleitoral do PT no maior colégio eleitoral do país. O ex-ministro já disputou o governo paulista anteriormente e volta ao cenário com apoio direto do presidente Lula.
A eleição de São Paulo é considerada uma das mais relevantes do calendário político de 2026 por seu potencial de influência sobre o debate nacional e sobre a disputa presidencial.
Próximos passos
Com o avanço das pré-campanhas, a expectativa é de intensificação dos debates sobre segurança pública, privatizações, gestão estadual e relação entre São Paulo e o governo federal.
As declarações de Haddad ampliam o tom do embate político que deve marcar a disputa pelo governo paulista nos próximos meses.

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