Brasília – Após pressão nas redes sociais e mobilização de centrais sindicais, três senadores retiraram as assinaturas de apoio à proposta apresentada pela oposição como alternativa à PEC que prevê o fim da escala 6x1, aprovada na Câmara dos Deputados.
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| Após mobilização sindical, PEC da oposição perde apoios no Senado • Foto: Roque de Sá/Agência Senado |
Mobilização cresce contra proposta
A proposta articulada pelo senador Rogério Marinho havia alcançado apoio de metade dos integrantes do Senado. O texto buscava flexibilizar as regras da jornada de trabalho por meio da remuneração baseada em horas trabalhadas.
Nos últimos dias, entretanto, a iniciativa passou a enfrentar forte resistência de parlamentares de esquerda, sindicatos e movimentos ligados aos trabalhadores.
Campanha nas redes sociais
Críticos da proposta intensificaram uma campanha nas redes sociais argumentando que o texto poderia resultar em uma ampliação da jornada de trabalho sem garantias suficientes aos empregados.
A principal crítica divulgada pelos opositores foi a de que a medida abriria espaço para uma espécie de jornada "7x0", expressão utilizada para alertar sobre possíveis impactos nas condições de trabalho.
Atuação das centrais sindicais
Além da mobilização digital, dirigentes sindicais iniciaram uma articulação direta junto aos parlamentares nos estados.
Desde o início da semana, representantes das centrais passaram a solicitar formalmente a retirada das assinaturas dos senadores que haviam apoiado a proposta alternativa apresentada pela oposição.
Senadores anunciam recuo
Um dos primeiros a retirar o apoio foi o senador Zequinha Marinho. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que recebeu informações apontando que a proposta reduziria a participação dos sindicatos nas negociações trabalhistas.
Segundo ele, esse ponto inviabilizou sua permanência entre os apoiadores da PEC.
Outro senador que voltou atrás foi Cleitinho. Durante pronunciamento no plenário, ele declarou que prefere priorizar a proposta já aprovada pela Câmara dos Deputados.
O parlamentar afirmou ainda que defende mudanças na escala de trabalho há anos e, por isso, decidiu retirar sua assinatura do texto alternativo.
Romário também abandona proposta
Nas redes sociais, o senador Romário comunicou a retirada de seu apoio.
Segundo ele, a reação negativa observada entre trabalhadores e eleitores pesou na decisão. O parlamentar afirmou que compreendeu que parte significativa da população enxergava o texto como prejudicial aos trabalhadores brasileiros.
Situação atual da PEC
A retirada das assinaturas representa um revés para a estratégia da oposição de construir uma alternativa à proposta aprovada pela Câmara.
Apesar disso, o debate sobre a jornada de trabalho continua em andamento no Congresso Nacional e deve seguir como um dos temas mais relevantes da pauta trabalhista nos próximos meses.
Novas movimentações políticas e negociações entre governo, oposição, sindicatos e setor produtivo poderão influenciar os próximos passos das discussões no Senado Federal.

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