Belo Horizonte – O ex-prefeito Vittorio Medioli defendeu que o PL lance candidatura própria ao governo de Minas Gerais para garantir um palanque eleitoral sólido ao senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026.
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| Impasse com Cleitinho leva PL a discutir plano alternativo em Minas Gerais • Foto: João Godinho/O TEMPO |
Defesa de candidatura própria
Uma das principais lideranças do PL em Minas Gerais, Vittorio Medioli afirmou que a legenda não deve depender exclusivamente da decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda avalia se disputará o governo estadual.
Segundo o ex-prefeito de Betim, a indefinição pode comprometer a estratégia eleitoral do partido em um dos estados mais importantes do país para a corrida presidencial.
Indefinição de Cleitinho preocupa aliados
A preocupação aumentou após Cleitinho solicitar mais dez dias para anunciar se participará ou não da disputa pelo Palácio Tiradentes.
O pedido ocorreu durante encontro com lideranças do PL e com o senador Flávio Bolsonaro em Patos de Minas. A reunião teve como objetivo discutir possíveis alianças para as eleições de 2026.
Possibilidade de chapa do Republicanos
Nos bastidores, também é considerada a hipótese de uma candidatura formada exclusivamente por integrantes do Republicanos.
Entre os nomes mencionados está o do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, que poderia compor uma eventual chapa ao lado de Cleitinho como candidato a vice-governador.
Avaliação sobre os riscos eleitorais
Medioli avalia que uma eventual desistência de Cleitinho em um estágio mais avançado do calendário eleitoral poderia criar dificuldades para o PL.
Na análise do ex-prefeito, a ausência de uma candidatura própria deixaria o partido dependente de decisões externas e reduziria a capacidade de organizar uma estrutura eleitoral voltada ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais.
Estratégia para o segundo turno
O dirigente também defendeu a possibilidade de PL e Republicanos apresentarem candidaturas próprias no primeiro turno, mantendo alinhamento político durante a campanha.
Nesse cenário, o entendimento seria de apoio mútuo na segunda etapa da disputa, caso apenas um dos candidatos avance para o segundo turno.
Prazo eleitoral se aproxima
Os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente seus candidatos junto à Justiça Eleitoral.
Até lá, as negociações entre PL e Republicanos devem continuar, enquanto lideranças das duas legendas buscam definir a estratégia para a sucessão estadual em Minas Gerais.
Situação atual
O PL mantém conversas com Cleitinho Azevedo, mas cresce internamente a defesa por uma candidatura própria ao governo mineiro. A definição deverá ocorrer nas próximas semanas, conforme avançam as articulações para as eleições de 2026.

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