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PT articula Márcio França como vice de Haddad em SP, mas PSB resiste

São Paulo – Aliados de Fernando Haddad (PT) intensificaram as articulações para que Márcio França (PSB) ocupe a vaga de vice na chapa ao governo paulista em 2026, mas dirigentes socialistas e o próprio ex-governador mantêm como prioridade uma candidatura ao Senado.

São Paulo: lideranças de PT e PSB discutem composição da chapa para as eleições estaduais de 2026.
Negociações sobre chapa ao governo de SP avançam, mas França mira Senado • Foto: Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Articulação para a formação da chapa

Nos bastidores políticos de São Paulo, integrantes do PT têm tratado a presença de Márcio França na chapa liderada por Haddad como uma possibilidade cada vez mais concreta para a disputa contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A avaliação entre petistas é de que França poderia ampliar o alcance eleitoral da candidatura e fortalecer a aliança entre PT e PSB em um dos principais colégios eleitorais do país.

Resistência dentro do PSB

Apesar das conversas avançarem entre setores do PT, o cenário não encontra consenso dentro do PSB paulista. A sigla mantém o entendimento de que Márcio França reúne condições para disputar uma vaga no Senado Federal.

O ex-governador também tem sinalizado preferência pela candidatura ao Senado, posição reforçada por lideranças próximas e por dirigentes do partido no estado.

Argumentos apresentados por Márcio França

Entre os principais fatores utilizados por França para defender sua participação na corrida ao Senado está a relação construída ao longo dos anos com prefeitos paulistas e lideranças municipais.

Outro ponto destacado por aliados é a interlocução do ex-governador com setores considerados estratégicos para uma campanha eleitoral, incluindo a área de segurança pública. O grupo político de França também avalia que o desempenho obtido em disputas anteriores demonstra potencial competitivo para uma eleição majoritária.

Histórico político do ex-governador

Márcio França comandou o governo paulista entre 2018 e 2019 após a saída de Geraldo Alckmin para a disputa presidencial daquele ano.

Durante o período à frente do Executivo estadual, ampliou sua rede de contatos com gestores municipais e lideranças regionais, capital político que continua sendo utilizado como um dos principais ativos em futuras disputas eleitorais.

Cenário para o Senado em São Paulo

O debate sobre a composição da chapa ocorre paralelamente às movimentações para a eleição ao Senado em 2026. Levantamentos recentes indicam um ambiente de forte concorrência para a disputa das vagas que estarão em jogo no estado.

Esse contexto tem influenciado as negociações entre os partidos aliados, que buscam construir uma estratégia capaz de maximizar resultados tanto para o governo estadual quanto para o Congresso Nacional.

Relação entre PT e PSB segue em negociação

A aproximação entre PT e PSB não é novidade. Na eleição estadual de 2022, a então candidata a vice-governadora na chapa de Fernando Haddad foi Lúcia França, filiada ao PSB e esposa de Márcio França.

As tratativas para 2026 continuam em andamento e devem ganhar intensidade nos próximos meses, à medida que os partidos avancem na definição de candidaturas e alianças para o pleito.

Situação atual

Até o momento, não há definição oficial sobre a composição da chapa liderada por Haddad. Enquanto setores do PT defendem Márcio França na vice, o PSB mantém a prioridade de disputar uma vaga ao Senado, deixando as negociações em aberto.

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