Líder da oposição cobra reunião com a prefeitura e questiona execução de emendas parlamentares no Legislativo municipal
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| Bruno Reis é pressionado por travar emendas da oposição em Salvador e gerar crise política na Câmara Municipal • Foto: Reprodução |
O prefeito Bruno Reis enfrenta críticas na política de Salvador após acusação de travar emendas impositivas da oposição. A cobrança foi feita pelo vereador Randerson Leal, que aponta falta de diálogo e ausência de execução orçamentária.
A política de Salvador entrou em novo capítulo de tensão após declarações do líder da oposição na Câmara Municipal, Randerson Leal (Vereador), que acusou o prefeito Bruno Reis (Prefeito de Salvador) de travar o envio e a execução de emendas parlamentares destinadas à bancada oposicionista.
Durante manifestação pública, o parlamentar cobrou do presidente da Câmara, Carlos Muniz (Presidente da Câmara Municipal de Salvador), a intermediação de uma reunião institucional com o chefe do Executivo municipal. O objetivo, segundo ele, é discutir a liberação das chamadas emendas impositivas, instrumento previsto na Constituição Federal que garante aos vereadores participação na definição do orçamento público.
Randerson Leal afirmou que há uma promessa não cumprida por parte do prefeito desde o período pós-Carnaval. Segundo o vereador, a ausência de diálogo tem gerado crescente insatisfação entre os parlamentares da oposição.
“O prefeito prometeu à bancada que após o Carnaval haveria uma reunião, mas isso não ocorreu. Não se trata de benefício, e sim de um direito constitucional”, declarou.
Ainda de acordo com o edil, a situação se estende desde o início do segundo mandato de Bruno Reis, sem que nenhuma emenda proposta pela oposição tenha sido efetivamente aprovada ou executada pelo Executivo municipal.
O impasse evidencia um possível desgaste institucional entre Legislativo e Prefeitura, com reflexos diretos na gestão pública e na distribuição de recursos orçamentários. A não execução das emendas pode impactar projetos locais indicados por vereadores, especialmente em áreas sensíveis como infraestrutura urbana, saúde e assistência social.
Nos bastidores da Câmara, o episódio é interpretado como um sinal de endurecimento na relação política entre governo e oposição, o que pode influenciar votações futuras e ampliar o clima de tensão no cenário político da capital baiana.

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