Declaração foi feita durante congresso nacional em Brasília e repercute entre lideranças petistas ao tratar da aproximação com evangélicos e trabalhadores de aplicativo, apontando revisão de estratégia eleitoral.
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| Edinho Silva defende humildade do PT para se aproximar de evangélicos • Foto: Henrique Brinco/Bnews |
O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou que o PT precisa de humildade para se aproximar de evangélicos e trabalhadores de aplicativo. A fala ocorreu durante congresso do partido em Brasília e gerou debate interno na sigla.
Durante o 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado em Brasília, o presidente da sigla, Edinho Silva, afirmou que o partido precisa adotar uma postura de maior humildade para se reconectar com segmentos sociais estratégicos, especialmente a juventude evangélica e os trabalhadores por aplicativo.
A declaração foi interpretada como uma autocrítica ao desempenho recente da legenda em setores populares e nas periferias urbanas, onde o partido tradicionalmente possui forte presença política.
Segundo Edinho Silva, o PT não deve reagir com irritação quando enfrenta resistência desses grupos, mas sim buscar compreender as razões do distanciamento. Em sua avaliação, a ausência de diálogo tem contribuído para o enfraquecimento da relação entre o partido e parte do eleitorado.
O dirigente destacou ainda que a chamada “nova classe trabalhadora”, formada em grande parte por motoristas de aplicativo, exige uma abordagem mais direta e empática por parte da sigla. Para ele, a estratégia eleitoral precisa ser revista com base na escuta ativa da sociedade.
A fala também abordou o crescimento do segmento evangélico entre os jovens, considerado pelo presidente do PT um desafio relevante para a construção de pontes políticas. Ele defendeu que o partido não deve adotar postura reativa diante da recusa inicial ao diálogo.
Outro ponto de destaque foi a crítica ao excesso de foco nas redes sociais, que, segundo ele, tem afastado a militância do contato direto com a população nos territórios, reduzindo a presença física do partido em comunidades estratégicas.
A manifestação ocorre em um momento de reorganização interna do PT, que busca redefinir sua estratégia de comunicação e ampliação de base social, especialmente diante de um cenário político mais fragmentado e competitivo.
Analistas internos do partido avaliam que o discurso reforça uma tentativa de reposicionamento institucional, com foco em ampliar o alcance da legenda para além dos seus núcleos tradicionais de apoio.

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