Estratégista político Jorge Gerez avalia cenário eleitoral polarizado entre Lula e Flávio Bolsonaro e diz que “terceira via” perdeu espaço no Brasil.
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| Jorge Gerez, estrategista de Ratinho Jr. Foto: Reprodução/YouTube |
O estrategista político Jorge Gerez, marqueteiro de longa data de Ratinho Jr., afirmou em entrevista que o cenário eleitoral brasileiro tende a uma forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o senador seria hoje o principal nome da direita e poderia vencer ainda no primeiro turno, caso a tendência de “desejo de mudança” se mantenha no eleitorado.
O estrategista político Jorge Gerez, responsável por campanhas eleitorais ao lado de Ratinho Jr. ao longo dos últimos 14 anos, afirmou que o atual cenário político brasileiro caminha para uma disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Segundo Gerez, a desistência de Ratinho Jr. de disputar a Presidência da República eliminou a possibilidade de consolidação de uma chamada terceira via, o que reforça a tendência de polarização no país. Ele descreveu o atual contexto como um “jogo de dois players”, sem espaço competitivo relevante para outras candidaturas.
O marqueteiro também destacou que, em sua avaliação, há um forte desejo de mudança no eleitorado brasileiro. Com base em levantamento citado por ele, Gerez afirma que cerca de 81% dos brasileiros estariam inclinados a mudanças políticas, o que, em sua visão, favoreceria diretamente o campo oposicionista.
Durante a entrevista, Gerez foi enfático ao afirmar que Flávio Bolsonaro seria o nome mais competitivo da direita no cenário atual. Ele chegou a declarar que, mantida a conjuntura, o senador poderia vencer a disputa presidencial ainda no primeiro turno — cenário que considera plausível diante da fragmentação de alternativas fora da polarização.
No campo da esquerda, Gerez defendeu que o Partido dos Trabalhadores (PT) deveria reconsiderar sua estratégia e, eventualmente, lançar um novo nome em substituição a Lula, a fim de manter competitividade eleitoral. Para ele, a repetição de lideranças pode reduzir o potencial de renovação da campanha.
O estrategista também analisou o desempenho de governos e campanhas sob a ótica da comunicação política, apontando que fatores simbólicos e de percepção pública teriam grande impacto na aprovação governamental. Ele citou episódios culturais e políticos como elementos que influenciam diretamente a opinião pública e o humor do eleitorado.
Outro ponto abordado foi a estratégia de comunicação de candidatos. Gerez afirmou que Flávio Bolsonaro precisaria reforçar sua identidade política própria, desvinculando-se parcialmente da imagem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para consolidar uma narrativa individual mais clara perante o eleitorado.
No cenário internacional, o marqueteiro avaliou que há uma tendência global de fortalecimento de movimentos de direita, mencionando países da América Latina e da Europa como parte desse movimento político mais amplo.
Apesar das projeções otimistas em relação ao nome de Flávio Bolsonaro, Gerez pondera que o resultado eleitoral dependerá diretamente da condução das campanhas, da capacidade de comunicação e da gestão de erros estratégicos ao longo da disputa. Segundo ele, em cenários altamente polarizados, pequenas falhas podem alterar significativamente o equilíbrio eleitoral.
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