Declaração do ex-prefeito de Jequié gera forte reação do vice-governador, que rebate uso do termo e reforça defesa da autonomia do eleitorado baiano durante agenda institucional no estado.
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| Geraldo Júnior - Foto: Daniel Serrano/BNews |
O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, criticou publicamente a fala do ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, após o político classificar o município como “curral eleitoral”. A declaração gerou repercussão negativa e foi rebatida como desrespeitosa ao eleitorado baiano.
Durante agenda oficial realizada nesta quinta-feira (9), o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, fez duras críticas à declaração do ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto, Zé Cocá, após o político se referir ao município como “curral eleitoral”.
A fala de Zé Cocá foi originalmente dada em entrevista à rádio 95 FM, na última quarta-feira (1º), quando o ex-gestor afirmou que Jequié teria se transformado no “nono curral eleitoral da Bahia”, em referência ao seu peso político após sua administração municipal. A declaração repercutiu negativamente entre lideranças políticas e provocou reação imediata de adversários.
Em resposta, Geraldo Júnior afirmou ter se incomodado com o conteúdo da fala e rejeitou qualquer tentativa de reduzir o eleitorado a um instrumento de controle político. “Eu estava em Brasília e não aguentei mais quando vi a segunda derrapada desse ex-prefeito, ainda tratando o povo da nossa Bahia como se fosse um curral eleitoral”, declarou o vice-governador.
O emedebista reforçou que a expressão utilizada não representa a realidade da participação democrática no estado. Segundo ele, “não há curral eleitoral porque ninguém é dono da vida e da vontade das pessoas”, destacando o respeito à liberdade de escolha do eleitor como princípio fundamental do processo democrático.
O posicionamento de Geraldo Júnior ocorreu durante agenda institucional ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. Na ocasião, o chefe do Executivo estadual apresentou um conjunto de ações voltadas ao desenvolvimento regional, contemplando os 27 territórios de identidade da Bahia, com foco em infraestrutura, redução de desigualdades e execução de obras estruturantes.
O episódio amplia o clima de tensão política entre grupos que disputam influência no cenário baiano, especialmente em municípios estratégicos como Jequié, que têm papel relevante nas articulações eleitorais do estado.

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