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João Roma declara apoio a policial militar detido na Bahia e critica governo do PT por suposta perseguição a agentes de segurança pública

Pré-candidato ao Senado afirma que detenção de soldado da PM reflete padrão de intimidação contra profissionais que denunciam precariedade na segurança.

Pré-candidato ao Senado afirma que detenção de soldado da PM reflete padrão de intimidação contra profissionais que denunciam precariedade na segurança.
Foto: Max Haack

Resumo: O ex-ministro e pré-candidato ao Senado, João Roma, manifestou apoio a um policial militar detido na Bahia, classificando o caso como perseguição política e criticando as condições de trabalho na segurança pública estadual.

O pré-candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, manifestou nesta quarta-feira (8) solidariedade ao soldado da Polícia Militar da Bahia, Paulo Fernando da Silva dos Anjos, detido sob acusação de envolvimento em um suposto motim ocorrido em 2019.

De acordo com Roma, o episódio evidencia um padrão recorrente de atuação do governo do PT na Bahia, que, segundo ele, busca silenciar agentes da segurança pública que denunciam falhas estruturais e condições inadequadas de trabalho. O posicionamento foi feito em meio à repercussão do caso, que também envolve a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o policial.

“O que se observa é uma prática reiterada de perseguição a policiais militares que se posicionam dentro dos limites constitucionais. Trata-se de uma tentativa clara de intimidação institucional”, declarou Roma. O político ainda relembrou episódios anteriores, como o caso envolvendo o capitão André Porciúncula, citado como exemplo de suposta repressão interna.

O soldado Paulo Fernando, que também é suplente de vereador pelo PL em Feira de Santana, tornou-se alvo das investigações após declarações feitas durante entrevistas concedidas a uma emissora local em 2019, período marcado por mobilizações e paralisações da categoria. As falas teriam sido interpretadas como incentivo à desordem, resultando na acusação de participação em movimento reivindicatório irregular.

Além da detenção, o militar responderá formalmente ao PAD, procedimento que visa apurar possíveis infrações disciplinares. O caso reacende o debate sobre os limites da atuação política de agentes públicos e o direito à manifestação dentro das corporações militares.

Roma também criticou o que classificou como tentativa de ocultar a realidade enfrentada pelos profissionais da área. “Não é possível ignorar a precarização das condições de trabalho dos policiais. A reivindicação por melhorias não pode ser tratada como crime”, afirmou.

O pré-candidato ainda trouxe à tona o histórico político do Partido dos Trabalhadores em relação à segurança pública, citando o episódio da paralisação da Polícia Militar em 2001. Segundo ele, o partido teria se beneficiado politicamente da situação à época, o que, em sua avaliação, contrasta com a postura atual.

“O questionamento que fica é: o mesmo grupo político que já utilizou o caos na segurança pública como ferramenta eleitoral agora tenta impedir que os próprios agentes denunciem os problemas existentes?”, concluiu.

O caso segue em análise pelas autoridades competentes e deve avançar nas esferas administrativa e judicial, mantendo o tema em evidência no cenário político baiano.
Post Navi

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