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João Roma critica política de impostos sobre diesel na Bahia e acusa governo Jerônimo de manter alta arrecadação em meio à crise global

Pré-candidato ao Senado afirma que redução tributária foi limitada e relembra embates com gestões petistas sobre carga fiscal e arrecadação.

O ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou a política tributária do governo da Bahia, alegando que a redução de impostos sobre o diesel foi insuficiente diante da alta global dos combustíveis.
João Roma critica impostos sobre diesel na Bahia e acusa governo de manter alta arrecadação em meio à crise global.| 📷 Reprodução 

O ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou a política tributária do governo da Bahia, alegando que a redução de impostos sobre o diesel foi insuficiente diante da alta global dos combustíveis.

O pré-candidato ao Senado e presidente estadual do PL, João Roma, intensificou nesta segunda-feira (20) as críticas à política tributária adotada pelo governo da Bahia. Durante entrevista à Rádio Excelsior, o ex-ministro da Cidadania afirmou que o Estado estaria mantendo uma estratégia de arrecadação elevada mesmo diante do impacto da alta internacional dos combustíveis.

Segundo Roma, a recente redução de impostos promovida pela gestão do governador Jerônimo Rodrigues foi limitada e não trouxe alívio significativo para a população. O político destacou que a medida se restringiu ao diesel e apenas sobre o excedente, o que, na sua avaliação, não enfrenta de forma eficaz o aumento dos preços causado pelo cenário internacional, especialmente em função de tensões no Oriente Médio.

Durante a entrevista, o pré-candidato relembrou a postura adotada pelo ex-governador Rui Costa durante a crise da pandemia de Covid-19. Na ocasião, segundo Roma, houve resistência à redução de impostos sobre combustíveis proposta pelo governo federal, então liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com Roma, a gestão estadual à época chegou a recorrer ao Judiciário para evitar a diminuição da carga tributária, sob o argumento de preservação da arrecadação. Ele criticou o que classificou como práticas políticas tradicionais, mencionando supostas pressões sobre gestores municipais.

Ao abordar o cenário econômico nacional, o ex-ministro defendeu que políticas de desoneração podem coexistir com aumento de arrecadação. Ele citou como exemplo o período do governo Bolsonaro, afirmando que houve redução de impostos aliada a crescimento da receita pública, mesmo em um contexto de crise sanitária global.

Além disso, Roma argumentou que medidas de desburocratização econômica implementadas anteriormente contribuíram para aliviar o peso sobre a população, especialmente os cidadãos de menor renda. Segundo ele, parte dessas iniciativas teria sido revertida com a volta do PT ao poder, resultando em maior carga regulatória e tributária.

Outro ponto abordado foi o retorno da cobrança do seguro obrigatório DPVAT, medida associada ao governo federal liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Roma criticou a justificativa de necessidade de custeio para indenizações, afirmando que há uma tendência de ampliação da arrecadação por meio de novas cobranças ao contribuinte.

Por fim, o pré-candidato ressaltou que a Bahia figura entre os estados com maior carga tributária do país, inclusive em comparação com unidades federativas vizinhas. Para ele, esse cenário representa um entrave ao desenvolvimento econômico e ao alívio financeiro da população.

Ao longo de suas declarações, Roma reforçou o discurso de que a atual política fiscal do Estado precisa ser revista para equilibrar arrecadação e estímulo à economia, especialmente em momentos de instabilidade global que impactam diretamente o custo de vida.
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