Declaração do presidente estadual do partido evidencia distanciamento político e reforça independência eleitoral para as eleições de outubro.
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| Ronaldo Mansur - Foto: Reprodução |
O PSOL da Bahia descartou apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues no primeiro turno das eleições, destacando divergências políticas e confirmando candidatura própria ao governo estadual.
O cenário político na Bahia ganhou novos contornos após declarações do presidente estadual do PSOL, Ronaldo Mansur, que descartou qualquer possibilidade de apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues no primeiro turno das eleições de outubro.
Durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3), Mansur reagiu à sinalização do governador sobre uma possível aproximação com o partido. Segundo ele, o gesto chega tardiamente e não altera o posicionamento político da legenda no atual contexto eleitoral.
“Após quase quatro anos do apoio no segundo turno de 2022, o reconhecimento do partido surge apenas agora”, afirmou Mansur, indicando insatisfação com a ausência de diálogo institucional ao longo do governo.
O dirigente reforçou que, embora o PSOL esteja inserido no campo ideológico da esquerda, existem divergências políticas estruturais com a atual gestão estadual. Essas diferenças, segundo ele, inviabilizam qualquer composição eleitoral no primeiro turno.
Além disso, Mansur destacou que o partido mantém uma postura crítica tanto ao grupo ligado ao ex-prefeito ACM Neto — associado ao chamado carlismo — quanto ao próprio governo estadual. Para o PSOL, a construção de uma alternativa política passa necessariamente pela independência partidária e pela apresentação de um projeto próprio.
“Nós não dialogamos com o atraso representado pelo carlismo, mas também temos diferenças claras com o atual governo. Por isso, defendemos uma pré-candidatura ao governo da Bahia”, pontuou.
Apesar do distanciamento eleitoral, Mansur ressaltou que o partido atua de forma pragmática na Assembleia Legislativa, apoiando pautas convergentes com o governo quando há alinhamento programático. Ainda assim, reafirmou que o PSOL não integra a base governista.
O posicionamento evidencia uma estratégia de fortalecimento da legenda no estado, com lançamento de candidaturas próprias não apenas ao governo, mas também ao Senado Federal. A decisão reforça o movimento de consolidação do PSOL como alternativa política dentro do espectro progressista, mantendo uma linha de atuação baseada na autonomia política e na crítica institucional.

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