Mesmo apresentado como peça estratégica para fortalecer a oposição no interior, o prefeito de Jequié ainda não conseguiu gerar adesões políticas concretas.
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| Zé Cocá e ACM Neto - Foto: Reprodução |
Anunciado como vice na chapa de ACM Neto, Zé Cocá ainda não conseguiu atrair prefeitos da base governista para a oposição. O movimento, considerado estratégico para ampliar a influência no interior da Bahia, segue sem resultados práticos até o momento.
O cenário político na Bahia após a definição da pré-candidatura ao governo estadual segue em avaliação nos bastidores. O nome de Zé Cocá, prefeito de Jequié, foi anunciado com destaque como vice na chapa encabeçada por ACM Neto, com a missão de ampliar a presença da oposição no interior do estado. No entanto, até o momento, os resultados esperados ainda não se concretizaram.
A escolha de Zé Cocá ocorreu no fim de março e foi formalizada em evento realizado na cidade de Jequié, no dia 26. A estratégia do União Brasil consistia em utilizar o capital político regional do gestor para atrair prefeitos do interior e lideranças locais, especialmente na região do Médio Rio de Contas, considerada chave no tabuleiro eleitoral baiano.
Apesar da expectativa, levantamentos posteriores ao anúncio indicam que o cenário permanece desafiador para ACM Neto. Dados políticos recentes mostram que, nas eleições de 2022, o atual governador Jerônimo Rodrigues venceu em todos os 16 municípios da região no segundo turno, evidenciando uma base consolidada do grupo governista.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o movimento ainda não produziu o chamado “efeito dominó”. Até agora, nenhum prefeito da base governista rompeu alianças para aderir ao projeto oposicionista liderado por ACM Neto, nem mesmo lideranças diretamente ligadas à região de influência de Zé Cocá.
No núcleo do governo estadual, o desenvolvimento desse cenário é acompanhado com atenção. A leitura predominante entre governistas é de que, caso não haja avanço nas articulações políticas, Zé Cocá poderá ter seu papel reduzido a uma expectativa estratégica não concretizada, sem impacto direto no equilíbrio de forças no interior da Bahia.
O desdobramento desse quadro será determinante para avaliar a eficácia da composição da chapa e o alcance político da oposição fora dos grandes centros urbanos, especialmente em regiões historicamente disputadas.

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