Ex-ministro defende autonomia do governador, mas reconhece articulações políticas para composição eleitoral mais ampla.
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| (Rui Costa e Geraldo Júnior - Foto: Secom/GOVBA) |
O ex-ministro Rui Costa se pronunciou pela primeira vez sobre a escolha de Geraldo Júnior como vice na chapa de Jerônimo Rodrigues, destacando a autonomia do governador na decisão, apesar de divergências nos bastidores.
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), rompeu o silêncio nesta quinta-feira (9) e comentou publicamente a decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de manter Geraldo Júnior (MDB) como vice em sua chapa para as eleições de 2026.
Durante entrevista concedida à Rádio Ipiaú FM, Rui destacou que a definição do vice-governador é uma atribuição exclusiva do chefe do Executivo estadual. Segundo ele, a escolha deve respeitar a estratégia política individual de cada candidato. “Cabe ao governador e somente a ele escolher o seu vice”, afirmou.
Apesar do posicionamento público de respeito institucional, informações de bastidores indicam que Rui Costa teria sido contrário à manutenção de Geraldo Júnior na chapa, atuando internamente para impedir sua permanência. Ainda assim, o ex-ministro reconheceu que foi voto vencido no processo de articulação política.
No campo estratégico, Rui reforçou que a definição da vice pode ser utilizada como instrumento para ampliar alianças e fortalecer o grupo político. Ele ressaltou a importância de avaliar o cenário eleitoral de forma pragmática, mencionando inclusive exemplos do cenário nacional. Nesse contexto, citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também considera diferentes composições visando maior competitividade eleitoral.
“Eu sempre defendi a legitimidade do governador pensar, refletir e eventualmente avaliar a vice para atrair outras forças políticas na disputa eleitoral”, explicou.
Ao final, Rui Costa enfatizou a necessidade de unidade dentro do grupo governista, independentemente das divergências internas. Segundo ele, o foco agora deve ser a construção de uma campanha sólida e competitiva. “Jerônimo concluiu por manter o seu vice, foi uma escolha pessoal dele. Agora temos que trabalhar para ganhar a eleição”, concluiu.
A declaração ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas na Bahia, onde eleições de 2026 já movimentam lideranças partidárias e estratégias de alianças, especialmente dentro da base governista.

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