Ofício à Secretaria Municipal da Saúde aponta falhas no abastecimento dos CAPS e cobra providências urgentes da gestão municipal.

A vereadora Aladilce Souza denunciou a falta de medicamentos essenciais nos CAPS de Salvador, após visitas às unidades. O caso expõe falhas na gestão da saúde mental no município.
Aladilce Souza denuncia falta de medicamentos nos CAPS de Salvador e cobra ação urgente da saúde municipal • Foto: Reprodução 

A vereadora Aladilce Souza denunciou a falta de medicamentos essenciais nos CAPS de Salvador, após visitas às unidades. O caso expõe falhas na gestão da saúde mental no município.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) denunciou a ausência de medicamentos essenciais na rede de atenção psicossocial de Salvador, após visitas realizadas em unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A parlamentar encaminhou, nesta sexta-feira (24), um ofício ao secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, solicitando providências imediatas.

Segundo a vereadora, foi identificado um grave comprometimento no abastecimento de medicamentos destinados ao tratamento de pacientes com transtornos mentais. Durante as inspeções, ao menos 20 medicamentos básicos estavam em falta em diversas unidades da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

De acordo com o documento, apenas três unidades — CAPS Álvaro Rubim de Pinho, CAPS Oswaldo Camargo e CAPS Aristides Novis — teriam recebido reposição parcial recente, enquanto a maioria dos insumos segue indisponível na rede.

Entre os medicamentos ausentes estão substâncias amplamente utilizadas no tratamento psiquiátrico, como antidepressivos, estabilizadores de humor e antipsicóticos, incluindo amitriptilina, ácido valproico, carbamazepina, fluoxetina, haloperidol e risperidona.

No ofício, Aladilce Souza alerta que a falta de medicamentos representa risco direto à saúde dos pacientes. Segundo a parlamentar, a interrupção de tratamentos pode provocar crises, agravamento clínico e até internações evitáveis, impactando diretamente o sistema público de saúde.

A vereadora também destacou que os medicamentos fazem parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) e dos protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS), o que configura obrigação do poder público municipal garantir o fornecimento contínuo.

Entre as medidas solicitadas estão a reposição imediata dos medicamentos em todas as unidades, ações emergenciais para garantir a continuidade dos tratamentos e planejamento estrutural para evitar novas falhas no abastecimento.

O caso amplia a pressão sobre a gestão municipal e levanta questionamentos sobre a eficiência da política pública de saúde mental em Salvador, especialmente no atendimento de pacientes em situação de vulnerabilidade.