Declarações do ex-prefeito de Salvador reacendem o debate sobre a gestão da segurança pública no governo estadual e o avanço da violência na Bahia.
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| ACM Neto critica Jerônimo Rodrigues após dados de assassinatos ampliarem debate sobre segurança pública na Bahia • Foto: Marina Silva/Correio |
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, voltou a criticar a política de segurança pública do governo da Bahia após divulgar comparação entre os índices de assassinatos no estado e a guerra entre Rússia e Ucrânia.
O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, intensificou as críticas ao governador Jerônimo Rodrigues após a divulgação de dados relacionados à segurança pública na Bahia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-prefeito de Salvador afirmou que a Bahia registrou mais mortes violentas do que o número de civis mortos na guerra entre Rússia e Ucrânia nos últimos quatro anos. A declaração foi baseada em números divulgados pelo Anuário Brasileiro da Segurança Pública e pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo os dados citados, a Bahia contabilizou mais de 19 mil assassinatos entre 2022 e 2024. Já o conflito europeu teria registrado mais de 15 mil mortes de civis no mesmo período.
Ao comentar o cenário da violência na Bahia, ACM Neto criticou declarações recentes do governador petista sobre a situação do estado.
“Isso não é normal para ninguém. Só pro governador Jerônimo Rodrigues”, afirmou o ex-prefeito. Em outro trecho, ele declarou que considerar a Bahia um “estado de paz” demonstraria distanciamento da realidade enfrentada pela população.
As críticas ampliam o embate político entre oposição e governo estadual em torno da segurança pública, tema que deve permanecer no centro das discussões políticas na Bahia nos próximos meses.
Durante a manifestação, ACM Neto também relacionou o crescimento das facções criminosas à falta de enfrentamento efetivo por parte do governo estadual. Segundo ele, policiais estariam atuando no limite enquanto a população enfrenta sensação constante de insegurança.
O posicionamento do ex-prefeito ocorre em um momento de forte pressão política sobre a gestão estadual devido aos índices de criminalidade registrados no estado. O tema tem sido utilizado por lideranças da oposição para questionar estratégias adotadas pelo governo baiano na área de segurança.
Até o momento, o governo da Bahia não havia divulgado resposta oficial às novas declarações do dirigente do União Brasil.

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