Prefeito de Salvador defende gestão municipal, critica governo estadual e expõe pressão no sistema público de saúde.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, respondeu a críticas do PT, destacando dados da saúde municipal e apontando falhas na rede estadual na Bahia. O posicionamento gerou novo embate político envolvendo o ex-ministro Rui Costa.
Bruno Reis rebate PT e critica saúde estadual na Bahia • Foto: Betto Jr./Secom PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, respondeu a críticas do PT, destacando dados da saúde municipal e apontando falhas na rede estadual na Bahia. O posicionamento gerou novo embate político envolvendo o ex-ministro Rui Costa.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a protagonizar um embate político ao rebater críticas feitas por integrantes do PT nesta segunda-feira (4). Durante evento oficial, o gestor municipal destacou a atuação da rede de saúde da capital e criticou duramente declarações do ex-ministro Rui Costa (PT).

Ao responder aos ataques, Bruno Reis afirmou que há distorção de informações sobre a estrutura da saúde municipal. Segundo ele, o governo estadual tem falhado na condução do sistema, o que impacta diretamente Salvador. O prefeito acusou o adversário de utilizar dados incorretos e afirmou que há um cenário de desinformação no debate político.

Um dos pontos centrais da defesa do gestor foi o desempenho da maternidade municipal. De acordo com o prefeito, a unidade já realizou mais de 150 atendimentos, sendo que cerca de 75% dos pacientes são oriundos do interior da Bahia. O dado, segundo ele, evidencia a pressão sobre a rede da capital devido à deficiência do sistema estadual.

Bruno Reis também apontou problemas estruturais na gestão da saúde estadual, citando atrasos salariais de profissionais e risco de paralisações em unidades hospitalares. Na avaliação do prefeito, a situação demonstra fragilidade administrativa e compromete o atendimento à população.

Outro ponto destacado foi o impacto da regulação estadual nas unidades municipais. O prefeito afirmou que as UPAs de Salvador enfrentam superlotação devido à demora no encaminhamento de pacientes para hospitais do estado. Segundo ele, esse cenário transfere a responsabilidade do atendimento para o município.

Durante a entrevista, o gestor também apresentou números para reforçar a evolução da atenção básica. Ele afirmou que a cobertura saiu de 18% para cerca de 70% nos últimos anos, com índices superiores a 80% em regiões mais vulneráveis. O prefeito utilizou esses dados para sustentar o argumento de avanço na gestão municipal.

A crise política também se estendeu à repercussão de declarações da primeira-dama, Rebeca Cardoso, sobre um surto de dengue no município de Uauá. Bruno Reis defendeu a manifestação, classificando as críticas como desproporcionais e reiterando a gravidade da situação sanitária na cidade.

Segundo o prefeito, há registros de casos graves, incluindo dengue hemorrágica, além de dificuldades no acesso à regulação para atendimento hospitalar. Ele citou episódios recentes envolvendo pacientes em estado crítico sem acesso imediato ao sistema de saúde.

O episódio reforça o cenário de tensão entre lideranças políticas na Bahia, especialmente no campo da saúde pública, tema que tem sido recorrente em disputas entre governo estadual e gestão municipal. A troca de acusações indica um ambiente de crescente polarização, com reflexos diretos no debate sobre políticas públicas no estado.