Presidente da Câmara articula votação antes do recesso e intensifica debate sobre cobrança no embarque e desembarque em Salvador
Proposta pode avançar em meio a disputa com concessionária e negociação política com o Executivo municipal
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| Projeto de Carlos Muniz sobre Kiss & Fly avança em Salvador • Foto: Paulo M Azevedo/CMS |
A movimentação do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), acelera a tramitação de um projeto que pode alterar regras de cobrança no Kiss & Fly do Aeroporto Internacional de Salvador, ampliando tensões políticas e administrativas na capital baiana.
Corrida legislativa e articulação para votação antecipada
O presidente do Legislativo municipal, Carlos Muniz (PSDB), intensificou as articulações para levar a plenário, ainda antes do recesso parlamentar, o projeto que impede a cobrança por permanência superior a 10 minutos na área de embarque e desembarque do aeroporto.
A proposta, de autoria do próprio vereador, busca impedir a taxa atualmente associada ao sistema Kiss & Fly, que prevê cobrança de aproximadamente R$ 18,00 em casos de permanência prolongada.
Segundo o parlamentar, a prioridade é garantir a votação ainda no primeiro semestre legislativo, evitando que o tema seja adiado para agosto. A medida reforça o posicionamento político do presidente da Casa em acelerar pautas consideradas estratégicas para a cidade.
Tensão política com concessionária e impacto no setor aeroportuário
Nos bastidores, o projeto amplia o atrito institucional com a Vinci Airports, concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Salvador.
A iniciativa é vista por parlamentares como uma resposta direta ao modelo de cobrança no meio-fio, considerado por críticos como restritivo ao fluxo de motoristas e ao serviço de transporte tradicional.
O debate também envolve impacto direto sobre trabalhadores do transporte, especialmente taxistas e motoristas por aplicativo, que podem ser afetados por mudanças no tempo de permanência permitido no embarque e desembarque.
Negociações políticas e influência do Executivo na pauta
Outro fator que interfere na tramitação é a articulação entre a Câmara e o Executivo municipal, liderado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), que discute com vereadores o repasse de emendas parlamentares.
O ambiente político indica que a votação pode estar vinculada ao avanço de outras pautas administrativas, ampliando a complexidade da negociação legislativa.
A expectativa é de que o projeto volte à mesa de discussão na próxima reunião de líderes, com possibilidade de inclusão na pauta já em sessões antes do recesso de junho.
Caso seja aprovado, o projeto poderá provocar revisão no modelo de operação do Kiss & Fly no terminal aéreo de Salvador, impactando diretamente a gestão do fluxo de veículos.
Por outro lado, a proposta também pode abrir novo ciclo de debate jurídico e regulatório entre o Legislativo municipal e a concessionária, com reflexos sobre contratos de concessão e regras de mobilidade urbana no aeroporto.
O cenário aponta para uma disputa institucional que deve se intensificar nas próximas semanas, com efeitos diretos sobre a política de transporte e infraestrutura da capital baiana.

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