Processo instaurado pelo Conselho Regional de Enfermagem da Bahia levanta questionamentos internos sobre possível impacto na eleição da entidade prevista para novembro.
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| Coren-BA abre denúncia contra Giszele Paixão • Foto: Divulgação/Arquivo |
O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) abriu um processo de denúncia envolvendo a ex-presidente Giszele Paixão e integrantes de sua antiga gestão. Nos bastidores da categoria, o procedimento é apontado como possível tentativa de inviabilizar sua candidatura nas eleições internas deste ano, na Bahia.
O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) instaurou um processo de denúncia envolvendo a ex-presidente Giszele Paixão e pessoas ligadas à sua antiga gestão. A informação circula nos bastidores da categoria e intensificou o clima de tensão política dentro da entidade.
Segundo fontes ligadas ao setor da enfermagem, a denúncia teria sido enquadrada como de natureza ético-disciplinar, apesar de tratar, supostamente, de atos administrativos relacionados à gestão anterior. O enquadramento chamou atenção de interlocutores da categoria, que avaliam a medida como incomum dentro do sistema dos conselhos profissionais.
Nos bastidores, integrantes da enfermagem baiana interpretam o episódio como uma possível tentativa de impedir a participação de Giszele Paixão no processo eleitoral do Coren-BA, previsto para ocorrer em novembro deste ano. Isso porque o caráter ético-disciplinar do procedimento poderia abrir margem para eventual inelegibilidade da ex-presidente.
Aliados da antiga gestão afirmam que o caso pode configurar prática de lawfare, termo utilizado para definir o uso de instrumentos jurídicos e administrativos em disputas políticas ou institucionais. Até o momento, a atual direção do conselho não divulgou posicionamento oficial detalhado sobre as acusações ou sobre o enquadramento adotado no processo.
O episódio ocorre em meio a um ambiente de forte polarização interna no Coren-BA. Na eleição de 2023, a disputa pela direção da entidade foi decidida por diferença de pouco mais de 300 votos, demonstrando o nível de divisão existente dentro da categoria.
Atualmente, a enfermagem baiana reúne mais de 184 mil profissionais registrados, o que amplia a relevância política e institucional do processo eleitoral do conselho. A abertura da denúncia tende a elevar ainda mais a tensão entre os grupos que disputam influência na entidade.

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