Declaração expõe bastidores da articulação política no Senado e amplia repercussões sobre a indicação ao STF, envolvendo lideranças nacionais e impactos na base governista.

O senador Jaques Wagner afirmou que sua relação com o senador Davi Alcolumbre ficou estremecida após divergências na articulação política envolvendo a nomeação de Jorge Messias ao STF. O episódio ocorreu em meio a votações no Senado Federal, em Brasília.
Jaques Wagner comenta atrito com Alcolumbre • Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Jaques Wagner afirmou que sua relação com o senador Davi Alcolumbre ficou estremecida após divergências na articulação política envolvendo a nomeação de Jorge Messias ao STF. O episódio ocorreu em meio a votações no Senado Federal, em Brasília.

O senador Jaques Wagner, uma das principais lideranças políticas da Bahia e aliado do governo federal, comentou publicamente que houve um desgaste na sua relação com o senador Davi Alcolumbre após divergências relacionadas à articulação para a nomeação de Jorge Messias ao STF.

Segundo Wagner, Alcolumbre teria defendido outro nome para a vaga no Supremo Tribunal Federal, o do senador Rodrigo Pacheco, o que gerou tensão nos bastidores da negociação política no Senado.

O contexto se agravou durante a votação no plenário, quando a indicação de Jorge Messias enfrentou resistência significativa, registrando 42 votos contrários e 34 favoráveis, evidenciando divisão entre os parlamentares.

A movimentação expõe o grau de disputa política em torno das indicações para o STF, consideradas estratégicas dentro do equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo. A fala de Wagner reforça que o episódio ultrapassou a votação e impactou diretamente articulações internas da base governista.

Analistas do cenário político avaliam que esse tipo de divergência pode gerar efeitos prolongados nas relações entre lideranças do Senado, especialmente em pautas futuras de interesse do governo federal.