Sessão da Assembleia Legislativa da Bahia foi encerrada após a base governista não atingir quórum mínimo para votar pedido de R$ 5,4 bilhões da Embasa.
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| Oposição barra votação de empréstimo de R$ 5,4 bilhões do governo Jerônimo na Alba após falta de quórum • Foto: Paula Fróes/Correio |
A oposição na Assembleia Legislativa da Bahia conseguiu impedir a votação do novo empréstimo de R$ 5,4 bilhões solicitado pelo governo de Jerônimo Rodrigues. A sessão foi encerrada após a base aliada não alcançar o número mínimo de deputados presentes.
A bancada de oposição da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) conseguiu barrar, nesta terça-feira (5), a votação do novo pedido de empréstimo de R$ 5,4 bilhões apresentado pelo governo do estado através da Embasa.
O projeto, ligado ao empréstimo bilionário, previa a contratação dos recursos junto à Caixa Econômica Federal para financiar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Bahia.
A tentativa de apreciação da proposta acabou frustrada após a oposição solicitar verificação de quórum durante a sessão. Pelo regimento interno da Alba, eram necessários ao menos 32 parlamentares presentes para a continuidade da votação.
Após 25 minutos de contagem regimental, apenas 31 deputados registraram presença no plenário. Diante da insuficiência de parlamentares, a presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), encerrou a sessão.
O pedido representa o 24º financiamento encaminhado pelo governo de Jerônimo Rodrigues (PT) desde o início da atual gestão. Somados, os empréstimos já apresentados pelo Executivo estadual alcançam cerca de R$ 32 bilhões.
Segundo a proposta, os recursos seriam utilizados pela Embasa para custear intervenções vinculadas ao PAC. Apesar de anunciadas pelo governo federal, as obras possuem responsabilidade financeira compartilhada com o governo baiano.
O líder da oposição na Alba, deputado estadual Tiago Correia (PSDB), afirmou que o episódio demonstra dificuldades de articulação política da base governista dentro da Assembleia.
“Isso mostra que o governo não tem conseguido mobilizar nem convencer seus próprios aliados. Esse esvaziamento é muito simbólico”, declarou o parlamentar.
Essa foi a segunda derrota do governo estadual por falta de quórum em menos de 30 dias. Em abril, outra sessão destinada à votação da atualização do Piso Nacional do Magistério também foi encerrada por ausência do número mínimo de deputados.
Nos bastidores políticos, o episódio amplia o debate sobre a capacidade de articulação do Palácio de Ondina junto à base aliada na Alba, especialmente em votações consideradas estratégicas para a gestão estadual.

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