Aliado de Donald Trump reagiu nas redes sociais às declarações do presidente brasileiro sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
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| Jason Miller ironizou Lula após críticas sobre PCC e Comando Vermelho • Foto: Reprodução/Jason Miller |
O aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, utilizou as redes sociais neste sábado (30) para ironizar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a repercussão da decisão americana de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Em publicação na plataforma X, Miller respondeu às críticas feitas por Lula e escreveu a expressão “Chora mais”. O ex-conselheiro da Casa Branca também utilizou a frase “womp womp”, termo popular na internet empregado para demonstrar deboche ou indiferença diante de reclamações e frustrações.
Declaração de Lula gerou reação
A manifestação de Miller ocorreu um dia após Lula fazer duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), durante evento realizado em Sergipe.
Na ocasião, o presidente afirmou que o parlamentar teria atuado junto a autoridades americanas para pressionar por medidas envolvendo o Brasil. Segundo Lula, Flávio estaria incentivando uma suposta intervenção externa em assuntos internos do país.
“Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir para os Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, declarou o presidente durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras.
Referência à história brasileira
Durante o discurso, Lula também fez referência a Joaquim Silvério dos Reis, personagem conhecido por delatar os integrantes da Inconfidência Mineira no período colonial.
O presidente afirmou que Silvério dos Reis ficaria “envergonhado” diante das atitudes atribuídas ao senador, reforçando as críticas direcionadas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A fala ocorreu em meio ao debate sobre a relação entre autoridades brasileiras e representantes do governo americano, especialmente após encontros realizados por Flávio Bolsonaro em Washington.
Segurança pública entrou no debate
Ao comentar o tema, Lula também voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, considerada uma das principais apostas do governo federal para ampliar a integração entre os órgãos de combate ao crime organizado.
Segundo o presidente, a aprovação da proposta seria um instrumento mais efetivo para enfrentar organizações criminosas que atuam em diferentes estados brasileiros.
“Se quiser combater o crime organizado, aprove a PEC da Segurança Pública que está no Senado”, afirmou.
O texto tramita no Congresso Nacional, mas permanece sem avanços significativos na pauta do Senado há cerca de dois meses.
Contexto da classificação de facções pelos EUA
A polêmica ganhou força após a decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o PCC e o Comando Vermelho em uma lista de organizações classificadas como terroristas, medida que pode ampliar mecanismos de cooperação internacional e sanções contra integrantes dos grupos criminosos.
O tema passou a integrar o debate político brasileiro, gerando manifestações de parlamentares da oposição e integrantes do governo federal sobre soberania nacional, segurança pública e cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Possíveis desdobramentos
A troca de declarações entre aliados de Trump e integrantes do governo brasileiro tende a ampliar a repercussão diplomática e política do tema nos próximos dias.
Além disso, o debate pode influenciar discussões no Congresso Nacional sobre a PEC da Segurança Pública e outras medidas relacionadas ao enfrentamento do crime organizado, enquanto o governo acompanha os efeitos da decisão americana sobre organizações criminosas brasileiras.
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