Governador da Bahia afirma já ter apoio de Jaques Wagner e Otto Alencar e pressiona Angelo Coronel a votar favoravelmente à PEC que reduz a jornada semanal de trabalho.
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| Jerônimo Rodrigues cobra voto de Angelo Coronel e intensifica disputa sobre jornada 5x2 • Foto: José Simões/Ag. A Tarde |
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, elevou o tom político nesta sexta-feira ao cobrar publicamente alinhamento do senador Angelo Coronel na votação da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho, conhecida como jornada 5x2, em discussão no Senado Federal.
Decisão política amplia pressão sobre bancada baiana
Durante entrevista à imprensa, Jerônimo afirmou esperar que os três senadores da Bahia votem de forma unificada a favor da proposta, que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.
O governador declarou já contar com o apoio dos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, ambos aliados históricos do governo estadual e federal.
Reação de Angelo Coronel altera cenário interno
O ponto de maior tensão política recai sobre Angelo Coronel, que deixou de integrar a base governista em determinadas pautas recentes e passou a adotar discurso mais cauteloso em relação à proposta.
Jerônimo criticou o posicionamento do senador, afirmando que parte das justificativas contrárias à redução da jornada repete argumentos históricos usados contra direitos trabalhistas no país.
Debate sobre impacto econômico e trabalhista
Segundo o governador, a resistência à PEC estaria vinculada a interesses empresariais, especialmente na avaliação de que a mudança poderia gerar aumento da informalidade.
A proposta em análise no Senado enfrenta divergências entre setores econômicos e defensores de direitos trabalhistas, que apontam redução da jornada como avanço na qualidade de vida do trabalhador.
Aprovação expressiva na Câmara intensifica expectativa
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC em dois turnos, com ampla margem de votos favoráveis, sinalizando forte apoio político à mudança da jornada de trabalho.
Agora, a proposta segue para análise no Senado Federal, onde o posicionamento da bancada baiana passou a ser considerado estratégico para o desfecho da votação.
Desdobramentos políticos e próximos movimentos
A expectativa do Palácio de Ondina é consolidar uma posição unificada da bancada baiana no Senado, o que ampliaria a força política da proposta.
Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um redesenho das alianças políticas no estado, com impactos diretos na relação entre governo estadual e parlamentares federais.
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