Investigado por invasões digitais e monitoramento ilegal foi deportado ao Brasil após cooperação internacional entre autoridades e atuação da Polícia Federal.

A Polícia Federal confirmou neste sábado (16) a prisão de Victor Lima Sedlmaier, investigado por participação em um esquema de ataques cibernéticos e monitoramento digital ilegal relacionado à 6ª fase da Operação Compliance Zero, que apura desdobramentos do chamado Caso Master. O investigado era considerado foragido da operação e foi localizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a corporação, a captura ocorreu após mecanismos de cooperação policial internacional acionados pela PF junto às autoridades locais. Após a decisão de não admissão no país, Victor foi deportado ao Brasil e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde o mandado expedido pelo STF foi oficialmente cumprido.
PF prende investigado por ataques cibernéticos ligados ao Caso Master • Foto: Reprodução

A Polícia Federal confirmou neste sábado (16) a prisão de Victor Lima Sedlmaier, investigado por participação em um esquema de ataques cibernéticos e monitoramento digital ilegal relacionado à 6ª fase da Operação Compliance Zero, que apura desdobramentos do chamado Caso Master.

O investigado era considerado foragido da operação e foi localizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a corporação, a captura ocorreu após mecanismos de cooperação policial internacional acionados pela PF junto às autoridades locais. Após a decisão de não admissão no país, Victor foi deportado ao Brasil e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde o mandado expedido pelo STF foi oficialmente cumprido.

De acordo com as investigações, Victor Lima Sedlmaier integraria o grupo conhecido como “Os Meninos”, apontado pela PF como um núcleo especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento digital clandestino.

A investigação também relaciona o grupo a ações de intimidação e vigilância contra pessoas consideradas críticas ao conglomerado financeiro investigado no Caso Master. Conforme os relatórios da corporação, a estrutura operava com divisão de funções e atuação estratégica no ambiente digital.

A 6ª fase da Operação Compliance Zero já havia resultado na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, além de um agente da própria Polícia Federal suspeito de envolvimento no esquema investigado. A apuração indica a existência de um núcleo paralelo voltado à obtenção ilegal de informações sigilosas e suposta obstrução de investigações.

Segundo documentos anexados ao processo, o gerenciamento operacional do grupo seria realizado por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, enquanto a liderança técnica estaria sob responsabilidade de David Henrique Alves, preso preventivamente pela PF nesta semana.

As investigações apontam que David coordenava operadores com perfil hacker, responsáveis por executar ações de espionagem digital, derrubada de contas em redes sociais e invasões de sistemas eletrônicos. A PF sustenta que o grupo possuía capacidade ofensiva estruturada para monitorar, constranger e neutralizar alvos considerados estratégicos pela organização.

Em relatório citado na decisão do ministro André Mendonça, do STF, a Polícia Federal afirma que o núcleo digital possuía atuação central dentro da estrutura investigada, funcionando como braço operacional voltado à intimidação virtual e vigilância clandestina.

Outro ponto destacado pela investigação envolve a suspeita de ocultação de provas. Na terceira fase da operação, em março deste ano, David Henrique Alves foi identificado transportando equipamentos eletrônicos, computadores e malas em circunstâncias interpretadas pela PF como possível tentativa de destruição ou remoção de materiais de interesse investigativo.

A operação ganhou repercussão nacional após a PF dividir o esquema em diferentes núcleos de atuação. Um deles foi descrito como responsável por monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades públicas.

O avanço das investigações amplia a pressão institucional sobre os envolvidos e pode gerar novos desdobramentos judiciais nas próximas fases da operação. A expectativa é de que a análise do material apreendido contribua para aprofundar a identificação de operadores, financiadores e eventuais ramificações do esquema em outros estados brasileiros.

Leia mais