Mudança no acesso da imprensa ao encontro entre os presidentes ocorreu após solicitação do governo brasileiro durante agenda oficial na Casa Branca.

A reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, teve alteração no protocolo de cobertura da imprensa. O governo brasileiro solicitou que jornalistas só tivessem acesso ao Salão Oval ao final do encontro oficial.
Trump altera protocolo de reunião com Lula nos EUA • Foto: Reprodução/Internet 

A reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, teve alteração no protocolo de cobertura da imprensa. O governo brasileiro solicitou que jornalistas só tivessem acesso ao Salão Oval ao final do encontro oficial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alterou o protocolo oficial de imprensa da reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada nesta quinta-feira (7), em Washington.

A mudança ocorreu após solicitação do governo brasileiro, segundo informações apuradas pela CNN Brasil. Inicialmente, a agenda divulgada pela Casa Branca previa a entrada da imprensa no início do encontro entre os dois líderes. No entanto, o novo formato restringiu o acesso dos jornalistas ao encerramento da reunião.

O presidente brasileiro chegou à Casa Branca às 11h21 no horário local e foi recebido por Trump na porta Sul da residência oficial americana. O cumprimento entre os chefes de Estado ocorreu diante das equipes diplomáticas e de segurança dos dois países.

Entre os principais temas debatidos no encontro estão as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo aço, alumínio, cobre e móveis. A pauta econômica é considerada estratégica pelo governo brasileiro diante das recentes tensões comerciais envolvendo exportações nacionais.

Outro tema central da reunião foi a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Integrantes da gestão de Lula buscam reduzir ruídos diplomáticos relacionados à possibilidade de facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, serem classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas.

Nos bastidores, a alteração no protocolo de imprensa foi interpretada como uma tentativa de preservar o ambiente diplomático da reunião e evitar desgastes públicos durante as negociações entre os dois governos.

A reunião ocorre em um momento de forte atenção internacional sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante dos debates comerciais e das pautas de segurança pública envolvendo cooperação bilateral.