Relatório enviado pela Prefeitura de Jequié ao Tribunal de Contas dos Municípios aponta crescimento expressivo do passivo financeiro durante a gestão municipal.

O balanço patrimonial da Prefeitura de Jequié apresentou aumento significativo do passivo financeiro entre 2021 e 2025. Dados enviados ao TCM apontam que o patrimônio líquido negativo do município saiu de R$ 250 milhões para R$ 1,7 bilhão, ampliando o debate sobre a saúde fiscal da gestão municipal.
Jequié registra patrimônio negativo de R$ 1,7 bilhão • Foto: Prefeitura de Jequié 

O balanço patrimonial da Prefeitura de Jequié apresentou aumento significativo do passivo financeiro entre 2021 e 2025. Dados enviados ao TCM apontam que o patrimônio líquido negativo do município saiu de R$ 250 milhões para R$ 1,7 bilhão, ampliando o debate sobre a saúde fiscal da gestão municipal.

A gestão do prefeito Zé Cocá (PP) voltou ao centro do debate político e administrativo em Jequié após a divulgação de dados do balanço patrimonial encaminhado pela Prefeitura ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA).

Segundo o relatório divulgado pela TV Jequié⁠, o município registrou crescimento expressivo no chamado patrimônio líquido negativo, saindo de aproximadamente R$ 250 milhões em 2021 para cerca de R$ 1,7 bilhão em 2025. 

O documento aponta que o cenário é caracterizado tecnicamente como passivo a descoberto, situação em que o total de dívidas e obrigações supera os bens e direitos do município. Entre os débitos listados aparecem parcelamentos previdenciários, precatórios, financiamentos, dívidas tributárias, contratos com a Embasa e obrigações junto ao IPREJ, regime próprio de previdência municipal. 

De acordo com especialistas da área contábil citados na publicação, o resultado demonstra um desequilíbrio estrutural relevante nas contas públicas municipais, o que pode gerar impactos administrativos e financeiros a médio e longo prazo. 

O avanço do déficit também amplia a pressão política sobre a atual administração, especialmente diante das discussões envolvendo responsabilidade fiscal, capacidade de investimento público e manutenção de serviços essenciais. Entre os possíveis reflexos apontados estão dificuldades para pagamento de fornecedores, limitação de novos investimentos e redução da autonomia financeira do município. 

Outro ponto que passou a repercutir nos bastidores políticos locais envolve o aumento das dívidas com precatórios. Dados anteriormente divulgados pela própria imprensa regional apontam crescimento expressivo desse passivo nos últimos anos, colocando o município em situação de inadimplência junto ao CAUC, sistema federal utilizado para controle de requisitos fiscais dos municípios. Relatório enviado pela Prefeitura de Jequié ao Tribunal de Contas dos Municípios aponta crescimento expressivo do passivo financeiro durante a atual gestão municipal.

O tema deve ganhar novos desdobramentos na Câmara Municipal de Jequié e também nos órgãos de controle externo, principalmente em razão do impacto que o cenário pode gerar sobre futuras operações financeiras, convênios e capacidade de investimento da administração pública municipal.

Informações do portal TV Jequié