Declarações foram feitas em Brasília antes de reunião ministerial e ampliam tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.
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| Lula critica declarações de Marco Rubio e contesta postura dos EUA sobre o Brasil • Foto: Reprodução/Metrópoles |
Brasília – Lula eleva tom contra governo dos Estados Unidos em meio a crise diplomática
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, nesta quarta-feira (3/6), em Brasília, ao chamá-lo de “latino-americano frustrado” e reforçar críticas à política externa dos Estados Unidos em relação ao Brasil.
A declaração foi feita momentos antes do início de uma reunião ministerial convocada para tratar do cenário político interno e da crescente tensão diplomática entre os dois países.
Críticas diretas ao secretário de Estado dos EUA
Durante discurso de cerca de 45 minutos, Lula reagiu a falas recentes de Marco Rubio, que havia incluído o Brasil entre países considerados pouco alinhados aos Estados Unidos.
O presidente brasileiro elevou o tom ao afirmar que o secretário norte-americano “não gosta da América Latina e muito menos do Brasil”, ampliando o tom crítico já adotado em manifestações anteriores.
Em outro momento, Lula afirmou ainda que episódios históricos envolvendo o Brasil, como o golpe de 1964, teriam tido participação indireta de atores externos, mencionando embaixadores norte-americanos no período.
Reunião ministerial e contexto político interno
A fala ocorreu antes da reunião ministerial realizada em Brasília, que reuniu auxiliares do governo para discutir o cenário internacional e o ambiente político doméstico.
Segundo integrantes do governo, o encontro também teve como foco a avaliação do impacto das recentes declarações de autoridades estrangeiras no contexto pré-eleitoral e na estratégia de comunicação do Planalto.
Escalada diplomática entre Brasil e Estados Unidos
As declarações de Lula se somam a uma sequência de atritos recentes entre Brasília e Washington, intensificados após falas de Marco Rubio em evento no Congresso norte-americano.
Na ocasião, o secretário afirmou que os Estados Unidos possuem aliados na América Latina, com exceção de países como Brasil, Venezuela e Nicarágua, o que gerou reação imediata do governo brasileiro.
Repercussões e possíveis desdobramentos
A escalada retórica abre espaço para novos desdobramentos na relação bilateral, especialmente em temas comerciais, diplomáticos e de cooperação internacional.
Integrantes do governo avaliam que a crise pode exigir esforços de recomposição institucional entre os dois países, ainda que não haja, por ora, sinais de ruptura formal nas relações.
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