Prefeito do Rio de Janeiro afirmou conhecer um dos comandantes envolvidos no acidente que matou seis pessoas no Recreio dos Bandeirantes.

Prefeito Eduardo Cavaliere fala sobre acidente com helicópteros no Rio de Janeiro após colisão que deixou seis mortos no Recreio dos Bandeirantes.
Eduardo Cavaliere pede apuração após queda de helicópteros que deixou 6 mortos • Foto: Reprodução/GloboNews

Prefeito do Rio diz conhecer piloto morto em colisão de helicópteros que matou seis pessoas

Rio de Janeiro (RJ) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou neste domingo (14) que conhecia pessoalmente um dos pilotos que morreram na colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da capital fluminense. O acidente resultou na morte de seis pessoas e mobilizou equipes de emergência ao longo da manhã.

Segundo o prefeito, os dois comandantes possuíam ampla experiência profissional e acumulavam muitas horas de voo. Cavaliere também lamentou a tragédia e defendeu que as causas do acidente sejam esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Tragédia mobilizou equipes de resgate

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para atender a ocorrência. As aeronaves caíram em uma área localizada próxima à Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes.

Testemunhas relataram que os helicópteros teriam colidido ainda no ar antes da queda. As informações preliminares apontam que os destroços ficaram espalhados por uma extensa área, atingindo diferentes pontos de um pátio de veículos.

Ao todo, morreram os dois pilotos e quatro passageiros que estavam em uma das aeronaves.

Explosões aumentaram gravidade da ocorrência

Um dos helicópteros, modelo Eurocopter AS 350 B2, conhecido como Esquilo, explodiu após atingir o solo. O incêndio se espalhou para veículos elétricos estacionados no local, provocando novas explosões e uma grande coluna de fumaça visível a quilômetros de distância.

A segunda aeronave caiu sem incêndio, mas o piloto morreu preso às ferragens.

A operação de resposta contou com aproximadamente 45 militares e 15 viaturas do Corpo de Bombeiros.

Autoridades aguardam conclusão da perícia

Durante declaração à imprensa, Eduardo Cavaliere classificou o episódio como uma aparente fatalidade, mas ressaltou que apenas a investigação técnica poderá determinar as circunstâncias exatas do acidente.

O prefeito destacou ainda que o impacto poderia ter sido ainda mais grave, considerando que a região possui grande concentração de edifícios residenciais e intenso fluxo de veículos.

A expectativa agora é que os órgãos responsáveis pela aviação civil e pela perícia técnica iniciem a coleta de evidências para identificar os fatores que levaram à colisão.

Repercussão e impacto institucional

O acidente gerou ampla repercussão no Rio de Janeiro e passou a ser acompanhado por autoridades municipais, estaduais e federais ligadas ao setor de transporte e segurança aérea.

Casos envolvendo colisões entre aeronaves são considerados raros e costumam demandar investigações detalhadas para avaliar fatores operacionais, condições de voo, comunicação entre pilotos e eventuais falhas técnicas.

Órgãos federais responsáveis pela regulação e investigação aeronáutica deverão acompanhar os desdobramentos do caso, que pode gerar novos debates sobre protocolos de segurança na aviação civil.

Próximos passos da investigação

As autoridades devem concentrar os trabalhos na análise dos destroços, registros operacionais das aeronaves e informações meteorológicas do momento do acidente.

A divulgação da identidade das vítimas e dos resultados preliminares da perícia deverá ocorrer nos próximos dias, conforme avanço das investigações.

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