Senador afirma que não é contrário à redução da jornada e atribui repercussão negativa a interpretações políticas.
![]() |
| Angelo Coronel recua e diz não ser contra jornada 6×1 • Foto: Reprodução |
O senador baiano Angelo Coronel voltou atrás em declarações recentes sobre a jornada de trabalho 6×1 e afirmou que não se opõe à redução da carga horária. O parlamentar alegou que suas falas anteriores foram distorcidas por adversários políticos.
O senador Angelo Coronel promoveu um reposicionamento público em relação ao debate sobre a jornada de trabalho 6×1, tema que tem gerado repercussão no cenário político e econômico da Bahia. Após declarações anteriores em que associava a possível redução da jornada ao aumento do desemprego, o parlamentar afirmou, nesta terça-feira (21), que não é contrário à mudança no modelo.
Segundo Angelo Coronel, houve uma interpretação equivocada de suas falas, atribuída, segundo ele, à atuação de adversários políticos. O senador destacou que defende maior flexibilidade nas relações trabalhistas, enfatizando a possibilidade de negociação direta entre empregadores e empregados.
Ao justificar seu posicionamento, o parlamentar citou setores específicos da economia, como o agronegócio, onde, segundo ele, a dinâmica produtiva exige maior intensidade de trabalho em determinados períodos. “Há situações em que a colheita precisa ocorrer em dias consecutivos para evitar perdas”, explicou.
Ainda de acordo com o senador, sua defesa não está relacionada à precarização das condições de trabalho, mas sim à adaptação das jornadas conforme a realidade de cada setor. Ele reforçou que não apoia práticas que comprometam os direitos dos trabalhadores, mas entende que a negociação pode ser um instrumento viável dentro da legislação vigente.
O episódio evidencia a sensibilidade do tema no debate público, especialmente em um momento em que propostas de revisão da carga horária ganham espaço em diferentes esferas políticas e sindicais. Na política baiana, o posicionamento de lideranças como Angelo Coronel tende a influenciar discussões mais amplas sobre reformas trabalhistas e modelos de produção.
Mais recentes
Carregando últimas notícias...

0 Comentários
Acesse sua Conta Google e participe da conversa