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Associações baianas receberam R$ 8,2 milhões em repasses ligados a créditos consignados suspeitos do Banco Master ao BRB

Investigação da Polícia Federal aponta que entidades da Bahia teriam recebido milhões em meio a esquema envolvendo carteiras de crédito consideradas falsas e operações com o BRB.

Investigação da Polícia Federal aponta que entidades da Bahia teriam recebido milhões em meio a esquema envolvendo carteiras de crédito consideradas falsas e operações com o BRB.
Foto: Reprodução

Duas associações de servidores da Bahia estão no centro de uma investigação que apura a circulação de créditos consignados suspeitos entre o Banco Master e o BRB. Segundo apurações, as entidades teriam recebido cerca de R$ 8,2 milhões em repasses relacionados a essas operações, que fazem parte de um dos maiores escândalos financeiros recentes sob análise da Polícia Federal.

A Polícia Federal aprofundou as investigações sobre um esquema financeiro envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília), no qual associações de servidores da Bahia aparecem como parte relevante da estrutura de origem de carteiras de crédito consignado consideradas suspeitas.

De acordo com informações obtidas a partir de documentos fiscais e apurações jornalísticas, duas entidades — a Asseba (Associação dos Servidores da Saúde Afins da Administração Direta do Estado da Bahia) e a Asteba (Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia) — receberam juntas aproximadamente R$ 8,2 milhões em repasses provenientes do Banco Master entre os anos de 2022 e 2025. 

As investigações indicam que essas associações teriam sido utilizadas como parte da estrutura de originação de créditos consignados que posteriormente foram negociados no sistema financeiro e transferidos ao BRB. Esses ativos estão no centro de um inquérito que apura a possível existência de créditos inexistentes ou inflados artificialmente, posteriormente transformados em títulos negociáveis. 

Segundo os levantamentos, os valores recebidos pelas entidades não ocorreram de forma uniforme, sendo distribuídos ao longo dos anos, com registros que apontam movimentações financeiras significativas em 2023, 2024 e 2025. Parte dessas operações também está sob análise por órgãos de controle e fiscalização, incluindo a Polícia Federal e o Banco Central.

A investigação também aponta que essas associações teriam ligação com pessoas investigadas no caso, incluindo a atuação de intermediários com poderes de movimentação financeira. A suspeita central é de que as entidades tenham sido utilizadas como instrumentos formais para dar aparência de legalidade a operações de crédito que, na prática, apresentariam inconsistências estruturais.

O caso ganhou maior repercussão após a identificação de indícios de que carteiras de crédito negociadas entre o Banco Master e o BRB poderiam conter registros irregulares, incluindo dados inconsistentes de beneficiários e contratos sem comprovação efetiva de contratação.

Em um contexto mais amplo, o volume total de operações sob suspeita envolvendo o BRB e o Banco Master pode ultrapassar cifras bilionárias, o que intensificou auditorias internas e levantou questionamentos sobre governança, gestão de risco e conformidade regulatória nas instituições envolvidas.

As autoridades continuam analisando documentos, contratos e fluxos financeiros para determinar o grau de participação de cada entidade e identificar eventuais responsabilidades administrativas e criminais no esquema investigado.

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