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Contaminação na Praia de São Tomé de Paripe pode estar ligada a cobre e nitrato, afirma vereador de Salvador

Declaração aponta possível relação com operações antigas da Gerdau e levanta alerta sobre impactos ambientais e econômicos na Bahia.

O vereador Orlando Palhinha afirmou que a contaminação na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, pode ter origem em resíduos de cobre e nitrato ligados a operações passadas no terminal portuário.
Contaminação na Praia de São Tomé de Paripe pode estar ligada a cobre e nitrato, afirma vereador Orlando. - Foto: Reprodução/Política Livre

O vereador Orlando Palhinha afirmou que a contaminação na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, pode ter origem em resíduos de cobre e nitrato ligados a operações passadas no terminal portuário.

Em um pronunciamento contundente realizado nesta segunda-feira (13), no plenário da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Orlando Palhinha (UNIÃO) trouxe novos elementos sobre a investigação da contaminação ambiental registrada na praia de São Tomé de Paripe.

Segundo o parlamentar, há fortes indícios de que a origem do problema esteja associada à presença de cobre e nitrato, substâncias que teriam sido manipuladas em operações anteriores da empresa Gerdau no terminal portuário local.

Durante sua fala, Palhinha destacou que acompanha o caso desde o início e que, inclusive, foi um dos primeiros a solicitar o fechamento do terminal ao surgirem os sinais de contaminação. No entanto, após visita técnica ao Terminal Itapuã, o vereador afirmou ter constatado que a operação atual não corresponde ao material encontrado na praia.

“A empresa hoje transporta adubo, mas a contaminação identificada é por cobre e nitrato”, declarou o parlamentar.

De acordo com o vereador, a Gerdau operava o terminal até o início de 2022, realizando o transporte dos mesmos minerais agora detectados na área afetada. Ele ressaltou ainda que, após a transferência da operação para outra empresa, foram implementadas melhorias estruturais relevantes, como a pavimentação completa do terminal e a cobertura da esteira de desembarque.

Apesar dessas intervenções, o parlamentar levantou a hipótese de que o problema ambiental possa ter permanecido oculto no subsolo ao longo dos anos.

“O problema ficou ali debaixo da terra e agora veio a aparecer”, afirmou.

Além do impacto ambiental, Orlando Palhinha também chamou atenção para possíveis consequências econômicas decorrentes do fechamento do terminal. Segundo ele, cerca de 70% dos fertilizantes utilizados na agricultura do Oeste Baiano passam pelo local, o que pode comprometer o abastecimento para o plantio da safra de grãos.

O vereador cobrou celeridade dos órgãos competentes para apuração técnica e adoção de medidas que possibilitem a reabertura segura do terminal, evitando prejuízos à cadeia produtiva agrícola do estado.

A situação segue sob análise e deve envolver investigações ambientais mais aprofundadas para confirmar a origem da contaminação e definir responsabilidades.

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